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Ação de criminosos expõe fragilidade da segurança pública

Os bandidos parecem não ter limites. Nas duas últimas semanas, o clima de insegurança se intensificou provocando medo e revolta dos paraibanos por conta dos episódios registrados no estado. A insegurança também fez os políticos de vítimas.

A morte de um sargento do Corpo de Bombeiros, dentro do batalhão no último dia 30, no bairro de Mangabeira, na Capital, colocou em xeque a segurança e deixou a população amedrontada.

A presidente da Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba (Aspol-PB), Suana Melo, lamentou o episódio  e disse se tratar de uma tragédia anunciada. “Muitas outras poderão acontecer, mas o poder público não liga para as vidas dos policiais nem da sociedade, senão não permitiria um efetivo de 2.3000 policiais civis que representa 1/3 do efetivo ideal”, criticou.

Segundo ela, “muitas delegacias e batalhões no estado estão descobertos pelo baixo efetivo, algumas delegacias estão fechadas e outras ficam apenas um policial para assegurar proteção a vários inquéritos e processos judiciais, a objetos apreendidos, e o mais importante, uma pessoa para assumir toda essa responsabilidade e ainda resguardar a sua própria segurança”.

No dia 3 de setembro, dez bandidos armados com fuzis assaltaram um carro de um empresário que transportava um malote de dinheiro, no bairro da Torre, em João Pessoa. A rua onde aconteceu o crime virou palco de bangue-bangue com seguranças que faziam a proteção do veículo com dois policiais à paisana.

Nesta madrugada, a população da Zona Sul de João Pessoa acordou assustada com a notícia de que 105 presos tinham fugido da Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1), no bairro Jacarapé.

Durante a ação, os criminosos explodiram o portão principal da casa de detenção para tentar resgatar presos que cumpriam pena no local.

Por conta da fuga, postos de saúde, creches, escolas municipais e até a unidade da Universidade Federal da Paraíba que funciona em Mangabeira suspenderam as atividades durante o dia.

Políticos também são vítimas

No dia 28 de agosto, o vice-prefeito de Campina Grande, Enivaldo Ribeiro (PP), e a candidata ao governo do Estado, Rama Dantas (PSTU), foram alvos da bandidagem e tiveram pertences pessoais roubados.

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