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Açude de Boqueirão (Foto: Chico Martins/Jornal Correio da Paraíba)

Açude de Boqueirão segue sem receber água e perde volume

Açude que abastece Campina Grande e mais 18 cidades depende das águas da chuva para continuidade de abastecimento

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O bombeamento de água do eixo leste da transposição do São Francisco para o açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão (PB), está suspenso desde maio deste ano, devido à continuidade de obras nas cidades de Poções e Camalaú.

O açude de Boqueirão já chegou a armazenar cerca de 35% de volume de água após iniciar recuperação da estiagem, mas até esta quinta-feira (19) o açude marca 32,36% da capacidade. Segundo o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), as obras deveriam durar quatro meses.

De acordo com o gerente executivo de monitoramento e hidrometria da Agência de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), Alexandre Magno, o tempo que a pausa na transposição irá durar depende das obras, até lá o Boqueirão depende apenas da chuva, mas não há motivos para preocupação.

“Até onde fui informado, soube que as obras iriam durar até novembro, mas é algo incerto, tudo dentro da normalidade, não tem nenhum problema”, destacou o gerente.

O nível elevado do açude de Camalaú e o consequente alagamento da região da tomada da água são colocados como motivo para o descumprimento do prazo de quatro meses para finalização da obra.

O açude de Boqueirão abastece Campina Grande e mais 18 cidades e depende da chuva para continuidade de abastecimento. Outro problema enfrentado é a qualidade da água, que foi questionada após consumidores sentirem cheiro e gosto.

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