Leto Viana e Berg Lima (Foto: Montagem)

Afastados dos cargos, Leto Viana e Berg Lima continuam bem pagos

Mesmo fora da prefeitura de Bayeux, Berg Lima já recebeu R$ 240 mil de salários

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Afastados dos mandatos e presos sob acusação de corrupção, os prefeitos de Bayeux, Berg Lima (que passou cinco meses numa cela do 5º Batalhão da Polícia Militar), e de Cabedelo, Leto Viana (preso há dois meses no mesmo local), continuam recebendo salários integrais.

Berg Lima já recebeu mais de R$ 240 mil mesmo fora da Prefeitura. Leto Viana, abdicou do salário de prefeito de Cabedelo, logo que assumiu, para optar por uma remuneração maior na Receita Municipal, onde exercer a função de assistente administrativo, com salário de R$ 19 mil. Assim, nos últimos dois meses já recebeu R$ 38 mil.

Juntos, os dois políticos dão um prejuízo aos cofres públicos da ordem de R$ 39.257,00. Além dos mais, as Prefeituras pagam mais R$ 37 mil aos prefeitos interinos, Mauri Batista da Silva, conhecido como Noquinha (MDB), recebe mensalmente R$ 20.257,60, como prefeito interino. Já o prefeito interino de Cabelo, Vitor Hugo (PRB), tem uma remuneração de R$ 17.090,99, no comando do Executivo.

Em Bayeux, a prefeitura chegou a pagar no mês de março a remuneração de três prefeitos. Além de Berg, também recebia a remuneração de prefeito o vice-prefeito cassado pela Câmara, Luiz Antônio de Miranda Alvino (PSDB), que assumiu o comando da Prefeitura em julho do ano passado, com a prisão e o afastamento de Berg Lima.

Em Cabedelo, a situação ainda é pior, porque além do pagamento dos vencimentos de dois prefeitos, a prefeitura também tem que pagar os subsídios dos 10 vereadores afastados, alguns deles presos, e outros servidores denunciados em participar do esquema de corrupção que está sendo investigado por meio da Operação Xeque-mate. São mais de  28 pessoas recebendo uma remuneração de R$ 8 mil, com prejuízos estimados de mais de R$ 224 mil mensal aos cofres do município. Porque entre presos e afastados, todos vêm recebendo salário de vereador ou servidor, mesmo na cadeia ou afastado por decisão judicial.

*Adriana Rodrigues, do Jornal Correio da Paraíba

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