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Agência dos EUA quer aposentar macacos dos laboratórios e promete revolução em testes

Apesar de avanços, especialistas afirmam que testes em animais ainda são essenciais para muitas áreas da pesquisa
(Foto: Scotty Ray Boyd/AP via CNN Newsource)

Uma postagem em rede social da FDA (Food and Drug Administration, a Anvisa dos EUA) nesta semana mostra um macaco de olhos grandes olhando por trás das grades.

“Alguns medicamentos usam 144 macacos em média para testes pré-clínicos”, diz a postagem. “Estamos mudando isso”.

Os testes em animais têm sido um alvo do movimento Make America Healthy Again (Faça a América saudável novamente) do governo Trump e, na quarta-feira (4), a FDA lançou uma proposta de orientação que visa esclarecer como os desenvolvedores de medicamentos podem usar testes alternativos ao buscar aprovações de reguladores.

O NIH (National Institutes of Health) também anunciou que está investindo US$ 150 milhões (cerca de R$ 788 milhões, cotação atual) para desenvolver alternativas de modelos animais.

“Esta proposta de orientação avança nosso compromisso de substituir os testes em animais por métodos humanamente relevantes e cientificamente rigorosos”, disse o Secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., em um comunicado.

A orientação não é final, mas visa direcionar os fabricantes de medicamentos para o que a indústria chama de NAMs (New Approach Methodologies) em vez da pesquisa animal pela qual “historicamente, os patrocinadores optavam por padrão”, disse um funcionário da FDA.

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