
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) elogiou neste sábado (15) o recuo dos EUA em parte do tarifaço a produtos brasileiros exportados. Segundo Alckmin, a determinação do presidente americano, Donald Trump, foi “positiva”. Também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Alckmin é quem lidera as negociações com os EUA.
Ele atribuiu o recuo a um “conjunto de fatores”, que vai desde o “empenho” do governo brasileiro, à “sensibilidade” do governo americano e à atuação dos empresários brasileiros e dos EUA. O ministro lembrou ainda que, antes do recuo, o Brasil tinha 23% de produtos com tarifa zero. Agora, tem 26%.
“O presidente Lula sempre orientou diálogo e negociação. (Ele sempre dizia) que não tem tema proibido. O Brasil quer resolver. (Também há) a sensibilidade do governo americano, que reduziu custos a seus consumidores, e a iniciativa privada que tem ajudado. Tanto empresários brasileiros, quanto americanos, que são os maiores interessados no comercio exterior”, afirmou o vice-presidente.
Alckmin, porém, reconheceu que os esforços do Brasil ainda continuam para tentar diminuir tarifas de outros setores, a exemplo do café, que diminuiu tributação de 50% para 40%.
“Vamos continuar trabalhando para reduzir mais. No caso do café, não tem sentido. Ainda é alta (a taxa de) 40% e o Brasil é o maior fornecedor de café (aos EUA), especialmente (o café) arábico”, prosseguiu o vice-presidente.
Alckmin detalhou que, do total de exportações aos EUA, 42% têm alíquota zero ou de 10%; 24% têm tarifa de 50% (ao lado de todo o mundo); e 33% estavam com alíquota de 50%, agora reduzidas a 40% com a nova ordem de Trump.
Esses 33% são o “problema”, na avaliação de Alckmin, e é nisso que o Brasil pretende focar agora.
Na noite da sexta-feira (14), Trump assinou uma ordem executiva que reduz tarifas sobre a importação de uma série de produtos agrícolas, incluindo café, carne bovina, laranja e açaí.
Segundo o documento, serão suspensas as tarifas recíprocas originalmente impostas por Washington a outros países em abril deste ano. No caso do Brasil, essa taxa foi de 10%.
A ordem executiva lista uma série de outros produtos agrícolas e alimentícios que deixam de pagar a tarifa recíproca. Entre eles:
As exclusões passaram a valer de forma retroativa para mercadorias importadas ou retiradas de armazém para consumo a partir de 13 de novembro.
A decisão representa um alívio para o agronegócio do Brasil, que vem sendo afetado desde agosto pelo tarifaço de 50% (tarifa recíproca de 10% mais uma sobretaxa de 40%) imposto pelos EUA sobre mercadorias importadas do país.
Receba todas as notícias do Portal Correio no grupo do WhatsApp ou assine o canal do Portal Correio no WhatsApp