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Polícia investiga se placa de carro envolvido em acidente que matou motoboy teria sido adulterada

Placa teria sido mudada de QFQ para QFO. Sendo QFO, pertenceria a uma moto. Como QFQ, há o registro de mais de 15 multas
Igor Caetano do Bu tinha 27 anos (Foto: Reprodução/TV Correio)

Amigos do motoboy Igor Caetano do Bu, de 27 anos, acusam o motorista envolvido no acidente que matou o rapaz de adulterar a placa do veículo. A colisão ocorreu nessa terça-feira (21), no Retão de Manaíra, em João Pessoa.

Conforme imagens de câmeras de segurança da área, o motorista bateu no motoboy ao tentar fazer uma manobra à direita, passando pela faixa em que a vítima seguia.

O condutor do carro ficou no local, acionou a polícia e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas pediu ajuda da PM para não ser agredido. Ele foi levado para a delegacia, prestou depoimento, fez o teste do bafômetro, que não constatou embriaguez, e foi liberado. Ele poderá responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Outro acidente Retão motoboy
Foto: Reprodução/Câmera da Semob-JP
Motorista precisou ser escoltado com medo de agressão (Foto: Reprodução/TV Correio)

Colegas do motoboy disseram que a placa do carro estava adulterada. Segundo eles, a placa teria sido mudada de QFQ para QFO. Sendo QFO, a placa pertenceria a uma moto. Como QFQ, há o registro de mais de 15 multas, sendo a maioria por excesso de velocidade. O caso é investigado pela Polícia Civil.

Placa QFO seria QFQ. Polícia investiga caso (Foto: Reprodução/TV Correio)

À TV Correio, o motorista, que é um policial militar da reserva, disse que diminuiu a velocidade, ligou a seta e pediu a outra motorista da via para entrar na frente dela e seguir pela direita com mudança de faixa. Ele disse que não viu o motoboy, que seguia na faixa da direita, e ainda o acusou de estar em alta velocidade e com o capacete solto na cabeça.

Imagens de câmeras de segurança mostram motorista entrando em outra faixa ao tentar seguir pela direita (Foto: Reprodução/TV Correio)

Segundo parentes, o velório ocorre na casa onde Igor morava, no Treze de Maio, em João Pessoa, e começa assim que o corpo for liberado pelo Departamento de Medicina Legal (DML).

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