
Enquanto lideranças do Centrão criticaram o anúncio de Flávio Bolsonaro à presidência da República, como sucessor do pai, petistas comemoraram a divisão da direita.
O deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP) afirmou que a escolha pelo filho mais velho de Bolsonaro “ajuda o Lula a montar um palanque democrático” para a reeleição.
Reservadamente, outro petista afirmou que o nome de Flávio — considerado muito radical — pode ajudar a trazer o apoio de partidos e governadores de centro para compor com Lula.
Isso porque o filho de Bolsonaro seria mais de “extrema-direita” do que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Para a esquerda, o nome de Flávio disputando contra Lula é “melhor”.
Na avaliação deles, a escolha era esperada sob a alegação de que o “bolsonarismo raiz” não abriria mão de ter um “candidato raiz”. No entanto, o entendimento é de que, mesmo que parte do centro e a direita tenham rachado agora, eles vão podem apoiar Flávio mais adiante.
Já os petistas consideram que a disputa não será fácil, pois continuará marcada pela polarização, justamente por ter um nome Bolsonaro do outro lado.
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