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Aparelhos invisíveis: crianças podem usar?

Especialista em ortodontia do Unipê fala ainda sobre as contraindicações dos alinhadores

Quem precisa fazer tratamento ortodôntico atualmente logo pensa numa possibilidade para não usar os aparelhos fixos. E a saída, muitas vezes, é buscar tratar com os alinhadores ortodônticos invisíveis. Quando colocados, eles “tentam” voltar à posição normal, o que gera uma força leve e contínua capaz de movimentar os dentes para a posição correta. Contudo, eles são indicados para todas as idades?

A ortodontista e Profa. Dra. Suelen Costa, do curso de Odontologia do Unipê, os alinhadores são mais indicados para quem tem dentição permanente (adultos de qualquer idade). Mas, algumas marcas possuem modelos para crianças e adolescentes, que, segundo a especialista, têm critérios ligados às condições clínicas dos dentes e não à idade da criança ou adolescente.

“Os alinhadores são produzidos a partir de um único escaneamento dos dentes e sem a necessidade das moldagens. Por se tratar do público infantil, a realização instantânea do escaneamento, assim como o planejamento digital, permite ao profissional trabalhar com eficiência e precisão. Como as crianças estão em fase de crescimento e troca de dentes, as arcadas estão em constante alteração, o que pode levar a um replanejamento do caso”, explica Suelen.

O material do aparelho e as forças usadas são os mesmos para tratamentos em adultos e crianças. A diferença está na metodologia e nos recursos específicos para dentição decídua e dentes em erupção. Os aparelhos infantis são criados prevendo o crescimento e desenvolvimento da criança conforme os materiais colhidos no diagnóstico.

“O tamanho do arco também altera de acordo com o crescimento da criança. Portanto, temos uma expansão previsível do arco dentário aplicada a padrões de estagiamento aprimorados e suporte de attachments (pequenas peças aplicadas nos dentes) otimizados para a expansão. Outro mecanismo essencial para esse tratamento são os indicadores de uso (a presença de botões azuis que perdem a cor em contato com o meio bucal), que evidenciam se a criança está realmente usando o alinhador”, lembra Suellen.

Toda criança pode usar?

Os alinhadores são indicados para a maioria das situações clínicas, mas se a criança precisa de disjunção palatina (tratamento necessário para quem possui o maxilar superior muito estreito ou queixo para a frente) ou avanço da maxila, é preciso corrigir essas questões antes.

“A terapia é muito eficiente para casos que precisam de avanço ou reposicionamento mandibular, desenvolvimento dos arcos com expansão, fechamento/abertura de espaços, apinhamentos, correções anteroposteriores, alinhamento estético, protrusões dentárias e interferências oclusais. É ótima também para casos que necessitam de movimentos dentários em conjunto com movimentos ortopédicos”, completa Suelen.

Os maiores desafios são quanto a previsão do crescimento maxilofacial e da erupção dos dentes, já que os alinhadores são feitos com as radiografias e fotos. Com isso, às vezes os dentes não nascem como previsto, o que causa uma desadaptação do aparelho. Outra limitação: dentes que estão esfoliando e que, por estarem moles, podem eventualmente dificultar a adaptação do aparelho. Mas Suelen garante que isso pode ser resolvido com pequenas manobras nos alinhadores feitas com alicates de detalhamento, cortes ou dobras.

Os alinhadores também são indicados para pacientes com periodontite, que devem estar em constante tratamento periodontal para garantir as melhores condições no controle da higiene oral. “Existem grandes vantagens ao nível da higiene oral diária uma vez que é realizada sem limitações. Estes alinhadores são igualmente recomendados em pacientes com disfunções temperomandibulares”, finaliza.

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