Semana da Mulher

Dom José Maria Pires

Segurança pública

TV Correio

Briga de família pode ter motivado morte de cabo da PM em JP

Esposa do policial morto contou que o seu esposo tentava mediar a briga familiar quando foi assassinado pelo soldado

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A morte do cabo policial militar André Pereira Barbosa, de 37 anos, assassinado a tiros pelo soldado Álvaro Ian Pessoa Tavares, de 26 anos, também da PM, pode ter sido motivada por briga de família. A informação foi dada pela esposa da vítima, que acusa o soldado de ser violento e de ter feito ameaças contra ela.

Leia também: Soldado da Polícia Militar mata colega a tiros em Manaíra

Em entrevista ao Correio Verdade, da TV Correio, a esposa do policial morto, que está grávida de cinco meses, também alegou que ela o suspeito discutiram após ela alegar que o soldado havia agredido o tio deles.

“Nós fomos criados como irmãos e as condutas e comportamentos violentos dele eu presenciei e presencio até hoje. Saí de casa aos 16 anos de idade porque ele me espancou e colocou minhas roupas na rua. Depois minha bizavó faleceu meu tio começou a se queixar que ele [Tavares] o estava espancando. Conversei com ele [Tavares] e pedi que ele parasse, como ele não parou entrei em discussão com ele. Todos da família sabem disso e não falam com medo de represálias”, disse a esposa do policial assassinado.

Também durante a entrevista, a esposa contou como o cabo André decidiu ir até o apartamento do soldado Tavares para, segundo ela, mediar à desavença.

“Ele ligou para o meu marido me chamando de vagabunda. Meu marido chamou para conversar. Ontem (segunda) de manhã fui com meu esposo prestar queixa na 6ª Companhia em Cabedelo, onde ele (Tavares) é lotado, sobre as ameaças que ele me fez, agressões com meu tio e fui na Delegacia da Mulher. À noite, meu marido me disse que iria conversar numa boa com ele (Tavares) e eu disse para ele ter cuidado. As conversas pelo WhatsApp foram entregues à polícia. O que me importa hoje é que aja justiça no caso do meu marido. Apensar de ele estar afastado das atividades, ele era um homem íntegro e muito trabalhador”, contou a esposa.

Advogados divergem sobre o crime

O advogado Luciano Carneiro, que defende a vítima, afirmou que a alegação da defesa do soldado, que afirma que o crime foi cometido sob legítima defesa, não é o que realmente aconteceu, já que a intenção do cabo era de conversar e mediar o problema.

“A defesa está acusando legítima defesa apoiada no fato de que ele (cabo) estava entrando na casa com uma arma. Existem várias conversas no WhatsApp que mostram que em momento algum ele (André) foi agressivo, em momento algum proferiu qualquer tipo de ameaça. Ele tentou mediar a situação para evitar problemas com Corregedoria para o Tavares e acabou sendo morto”, disse o advogado.

Já o advogado do soldado, Luiz Pereira, afirmou que Tavares estava dentro de casa e reagiu ao perceber que o cabo André iria atirar contra ele.

“Se trata de um caso clássico de legítima defesa. O cabo estava na cozinha (do apartamento) e quando o soldado foi até lá ver o que o cabo queria o André se levantou, puxou a arma e disse ‘vim para lhe matar’. O soldado Tavares estava armado e conseguiu sacar a arma mais rápido, atirando no cabo André”, relatou o advogado.

O Portal Correio tentou contato com o delegado que investiga o caso, Reinaldo Nóbrega, para saber como ele irá seguir com a investigação do crime, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta matéria.

O crime

O soldado Tavares, da Polícia Militar da Paraíba, atirou e matou o cabo André, também da PM, em um edifício no bairro de Manaíra, na Zona Leste de João Pessoa, na noite dessa segunda-feira (5).

Após o crime, o soldado permaneceu no local e ligou para a PM. Ele chegou a ser detido, mas prestou esclarecimentos e foi liberado.

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