
A Câmara vota, nesta quarta-feira (6), o projeto de lei que institui a Política Nacional de Minerais Críticos. O parecer apresentado pelo relator Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) na segunda-feira (4) ampliava o controle do governo sobre as terras após as sugestões enviadas pelo Planalto.
No entanto, na terça (5), o deputado fez diversas reuniões com as bancadas para tratar do assunto. Nos bastidores, a avaliação é que o projeto, como está, dá muitos poderes ao Executivo e isso ainda é articulado entre os líderes.
De acordo com o texto protocolado na segunda, será criado o Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), vinculado à Presidência da República, responsável por definir a lista de minerais estratégicos, que deverá ser revisada a cada quatro anos.
Além disso, o comitê vai classificar projetos prioritários e avaliar operações que possam ameaçar a segurança econômica ou geopolítica do país, como fusões, aquisições e transferência de ativos minerais.
A proposta também define minerais críticos (necessários para setores-chave e com risco de suprimento) e minerais estratégicos (essenciais para a economia e balança comercial) e traz limitações à exportação de minerais brutos sem processamento.
O objetivo do projejto é oferecer incentivos fiscais e financeiros para atrair investimentos para o país e modernizar o setor mineral, evitando que o Brasil atue apenas como exportador de commodities.
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