O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), concedeu coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (3), no Centro Administrativo Municipal (CAM), para falar do embargo sofrido nas obras do Parque Ecológico Sanhauá. Na última sexta-feira (31), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep) suspendeu as obras de requalificação da área, mas no domingo (2) o próprio Governo do Estado voltou atrás e liberou as intervenções. Durante sua fala, Cartaxo destacou as melhorias que o projeto vai possibilitar tanto à população quanto ao meio ambiente, turismo e economia da cidade.
“Estou satisfeito com o gesto do governador, que levou o bom senso e o equilíbrio em conta para um tema importante para João Pessoa, que é a construção do Parque Ecológico Sanhauá. Temos feito um esforço gigantesco para transformar o nosso Centro Histórico em um polo turístico, econômico e cultural. Estamos investindo em um conjunto de ações que têm a finalidade de potencializar a nossa cidade e o Centro Histórico tem sido tratado com todo carinho e respeito que merece por esta gestão”.
Cartaxo destacou que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), órgão de preservação histórica e cultural do Governo Federal, aprovou o projeto do Parque Sanhauá antes do início das intervenções, entendendo que as obras irão melhorar a região e a vida de quem lá vive.
“Queremos deixar claro que essa obra não tem nada a ver com o Porto do Capim. Naquela região existem duas comunidades: a Villa Nassau e o Porto do Capim. A prefeitura está realizando obras na comunidade Villa Nassau, que vive hoje em condições de insalubridade. O Iphan não só aprovou o projeto, como é parceiro e financiador do projeto. Eles têm regras claras e rígidas e a PMJP respeitou todas elas. Elaborou o projeto, buscou o financiamento, liberou o financiamento e iniciou as obras. Tudo foi rigidamente respeitado, tanto que obtivemos a aprovação do Iphan”.
O prefeito da Capital destacou o significado que o Parque Sanhauá irá gerar na vida das famílias que vivem na Villa Nassau. “O grande objetivo é dar condições de vida melhores para essas famílias. Ali é uma área classificada como Área de Risco pela Defesa Civil, existe um risco para as pessoas que moram lá. Sobretudo em época de chuva. É uma área de ocupação irregular, tanto na moradia quanto no comércio. Quem está lá não tem a posse. Como alternativa, vamos colocar essas famílias no Residencial Saturnino de Brito, ou seja, passarão a ter um imóvel próprio, vivendo com melhor qualidade de vida”, disse.
A previsão da PMJP é que os 400 apartamentos do Residencial Saturnino de Brito sejam entregues entre 90 e 120 dias. Os comerciantes também terão uma área específica para seus negócios, projeto desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) e Secretária de Habitação (Semhab) já apresentado aos comerciantes. O investimento total no Parque Sanhauá é de aproximadamente R$ 12 milhões.
“Além de estarem morando em área insalubre, as famílias da Villa Nassau têm dificuldade de acesso à saúde das crianças, adolescentes e idosos. Esse projeto, repito, aprovado com financiamento do Iphan, só foi possível existir porque buscamos alternativas para as famílias que lá vivem, o objetivo é trazer qualidade de vida para essas pessoas. Foi assim que fizemos na comunidade do Timbó, no bairro São José, na Saturnino de Brito, que tiveram um salto na qualidade de vida. É assim que está sendo feito na Comunidade do “S” e assim que está sendo feito na Villa Nassau. O nosso foco é resolver o problema e dar alternativas que melhorem nossa cidade, mas respeitando sempre os moradores”, concluiu Luciano Cartaxo.
*Beto Pessoa, do Jornal CORREIO