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Caso Fernando Cunha Lima: veja cronologia das acusações e decisões contra o pediatra

Casos de abuso vieram à tona em agosto de 2024; considerado foragido por quatro meses, Fernando foi localizado e preso em março de 2025
Fernando Cunha Lima (Imagem: Reprodução/TV Correio)

O pediatra Fernando Cunha Lima foi acusado de abuso sexual infantil em agosto de 2024, quando a mãe de uma paciente denunciou um flagrante do crime durante uma consulta. O caso ganhou repercussão e novas denúncias surgiram, incluindo a de uma sobrinha do médico, que relatou um abuso ocorrido na infância. Ao longo dos meses, o número de vítimas aumentou, levando ao seu indiciamento, afastamento pelo CRM-PB e, posteriormente, à decretação de sua prisão preventiva.

Foragido por quatro meses, Fernando foi localizado e preso em março de 2025, após ser identificado em fotos que circulavam nas redes sociais. Desde então, a Justiça negou pedidos de prisão domiciliar, enquanto o Ministério Público reforça a necessidade de condenação e reparação dos danos às vítimas.

A seguir, veja a cronologia completa do caso

Agosto de 2024

As acusações contra o pediatra vieram à tona no dia 6 de agosto, após a denúncia de um flagrante de abuso sexual durante uma consulta, feita pela mãe de uma criança de nove anos. A Polícia Civil havia instaurado um inquérito desde o dia 25 de julho.

O caso ganhou mais repercussão após uma sobrinha de Fernando afirmar que sofreu abuso do tio enquanto estavam na casa de praia dele, em 1991.

No dia 9 de agosto, Fernando prestou seu primeiro depoimento sobre o caso, na Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Infância e Juventude de João Pessoa. Em seguida, a Polícia Civil indiciou Fernando pelo crime de estupro de vulnerável e encaminhou o caso para a Justiça.

Com a repercussão, o Conselho Regional de Medicina (CRM-PB) afastou o médico por 180 dias.

No dia 22 de agosto, o Ministério Público protocolou a denúncia contra o pediatra e pediu a condenação do médico pelo crime de estupro de vulnerável.

Setembro de 2024

Um novo inquérito foi aberto após a denúncia por parte da família de um menino de 3 anos de idade – até então, o número de denúncias contra o médico chegava a 10.

Fernando prestou um novo depoimento e se manifestou pela primeira vez à imprensa, negando as acusações e dizendo que as famílias das vítimas estão denunciando para tentar ganhar dinheiro às suas custas.

Novembro de 2024

Após negar cinco pedidos, a Justiça da Paraíba decretou a prisão preventiva de Fernando Cunha Lima, acatando um pedido do Ministério Público.

Dezembro de 2024

O Ministério Público da Paraíba fez uma nova denúncia contra Fernando, pedindo novamente pela prisão preventiva do médico, além da condenação e da reparação de danos materiais e morais no valor de 400 salários mínimos.

Março de 2025

Sete meses após as primeiras denúncias virem à tona, Fernando foi preso no dia 7 de março, após ser localizado em um flat na praia do Janga, em Paulista (PE). Ele foi levado para o Centro de Observação Criminológica e Triagem (COTEL), em Abreu e Lima (PE).

Imagens de Fernando Cunha Lima enquanto estava foragido
Imagens de Fernando Cunha Lima enquanto estava foragido

Os policiais conseguiram rastrear o paradeiro do pediatra através de fotos que circulavam nas redes sociais, onde Fernando aparece com a pulseira de um resort tomando banho de piscina.

No dia 21, a Justiça negou um pedido de prisão domiciliar e determinou a transferência imediata de Fernando para uma unidade prisional em João Pessoa.

Abril de 2025

Pela segunda vez, a Justiça negou um pedido de prisão domiciliar para Fernando Cunha Lima. A defesa do médico argumentou a idade avançada do réu e os problemas de saúde que ele enfrenta.

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Fernando Cunha Lima
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