
No segundo bloco do debate da TV Correio, a tensão aumentou entre Cícero Lucena e Marcelo Queiroga, com trocas de acusações sobre problemas judiciais. Queiroga afirmou que Cícero tem um “longo histórico de problemas com a justiça”, questionando sua capacidade de governar após operações policiais que envolveram sua família. Em resposta, Cícero defendeu sua trajetória, destacando que é “o político mais investigado e injustiçado da Paraíba”, afirmando ter “ficha limpa”.
Cícero, você tem um longo histórico de problemas com a justiça, inclusive foi preso embora absolvido. Você volta pra prefeitura turbinado com essa associação ao tráfico, duas operações da Policia Federal e uma delas terminou com sua esposa presa e sua filha alvo de investigação. Você vai deixar elas responderem por isso sozinhas?, perguntou Marcelo Queiroga.
A resposta de Cícero Lucena foi imediata:
Marcelo, eu tenho a tranquilidade de ter sido o político mais investigado e injustiçado da Paraíba. Mas pela confiança que eu tenho na Justiça dos homens é que eu sou ficha-limpa, com as certidões necessárias para um bom gestor. O povo sabe do meu compromisso com a minha cidade, o bem que eu quero e o que eu quero realizar.
Luciano Cartaxo entrou na discussão, criticando Ruy Carneiro por sua condenação e sugerindo que sua aproximação com Cícero revela uma estratégia oportunista. Ele ressaltou: “Não caia nessas conversas de Ruy”, sugerindo que Ruy não poderia ser visto como um bom moço. Cartaxo também falou sobre a saúde, denunciando o caos no SUS de João Pessoa e propondo a criação de uma nova secretaria dedicada às pessoas com deficiência.
Você que está em casa e usa o sistema de saúde de João Pessoa, sabe o caos que está o SUS municipal. Desestruturam o sistema de saúde que funcionava bem. Hoje, o cidadão que vai ter um consulta no PSF tem que acordar às 4 horas da manhã para ver se consegue ser atendido.
Ruy, por sua vez, se comprometeu a melhorar o atendimento às crianças com transtornos e apresentou propostas para abrir novas unidades de saúde. Ele criticou a gestão de Cartaxo e Cícero, acusando ambos de não atenderem adequadamente à população.
Luciano, na sua gestão a saúde era muito ruim. Hoje é pior ainda. Os PSFs, da mesma maneira da gestão de Cícero, com demora para conseguir exames, inclusive isso foi pauta da campanha passada.
A interação entre os candidatos revelou um forte clima de ataques a gestão e até a questões pessoais, com Cícero desafiando Queiroga sobre suas alegações e insinuando que seu histórico não é exemplar.
Além disso, o debate sobre educação foi acirrado, com Queiroga afirmando que as escolas estão “em situação de penúria” e prometendo um programa melhor. Cícero contra-atacou, ressaltando as reformas em escolas e novas tecnologias implementadas, como salas Google e robótica. As propostas apresentadas pelos candidatos ficaram em ‘segundo plano’ levando em consideração as acusações mútuas e pela rivalidade acentuada.
Os principais temas discutidos incluíram saúde, educação e a integridade dos candidatos.
Foram solicitados de direito de respostas de Cícero Lucena contra Marcelo Queiroga e do mesmo modo de Queiroga para Cícero. Além disso, Cartaxo também pediu direito de resposta sobre fala de Ruy Carneiro. Todos os pedidos foram negados.