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Cientistas da UFPB criam adesivo capaz de curar lesão da herpes em 24 horas

Curativo de baixíssimo custo, moldável ao tamanho da lesão, e que dispensa reposição constante, funciona por meio da liberação controlada do fármaco Aciclovir
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Foto: Divulgação/UFPB

Cientistas da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) criaram um adesivo capaz de curar, em 24 horas, a lesão causada pelo vírus da herpes do tipo simplex. O curativo de baixíssimo custo, moldável ao tamanho da lesão, e que dispensa reposição constante, funciona por meio da liberação controlada do fármaco Aciclovir na região da pele ou da mucosa acometida por essa categoria de agente infeccioso.

“A velocidade de cura da lesão proporcionada pelo adesivo depende da proporção de polímeros na composição do material do curativo, da concentração do fármaco Aciclovir, do tamanho da lesão, dentre outros fatores. De qualquer maneira, nos nossos experimentos, no que se refere à eficiência e à eficácia de “matar” o herpesvírus, o adesivo regenerativo teve ótima letalidade em 24 horas”, afirma Kaline Ferreira, uma das inventoras da patente e, atualmente, doutoranda no Programa de Pós-graduação em Ciência e Engenharia de Materiais da UFPB.

Como é desenvolvido

Desenvolvido a partir da mistura de polímeros sintéticos bioabsorvíveis e biodegradáveis, o adesivo regenerativo tem dimensão pequena e alta área superficial, facilitando a adição de agentes farmacológicos, principalmente o Aciclovir, e o conforto estético.

Tanto o tamanho e forma quanto a concentração de medicamento que dispõe são facilmente adaptáveis às necessidades de um paciente, diferente do atual tratamento por meio do uso de comprimidos ou de pomada de Aciclovir.

Kaline Ferreira explica que as características do adesivo podem ser modificadas à medida que a proporção dos polímeros que constitui sua estrutura é variada. Também é possível alterar a liberação do Aciclovir pela modificação das dimensões estruturais do curativo por meio do controle das concentrações poliméricas utilizadas e dos parâmetros de processo de produção.

A doutoranda da UFPB destaca que, mesmo podendo ser vendido em qualquer farmácia, o Ministério da Saúde reforça que qualquer antiviral precisa de receita médica.

“A herpes é uma doença transmissível que não tem cura, uma vez que não existe um remédio antiviral capaz de eliminar de vez o vírus do organismo. A lesão provocada pelo herpesvírus desaparece à medida que o sistema imune do indivíduo se recupera. Durante as crises infecciosas, o objetivo principal é diminuir o desconforto na área afetada”, esclarece a pesquisadora da UFPB.

Segundo Kaline Ferreira, cerca de dois terços das pessoas com menos de 50 anos no mundo tem herpes. A Organização Mundial da Saúde (OMS), em suas estimativas globais sobre infecção pelo vírus do Herpes Simples Tipo 1 (HSV-1), um dos dois gêneros do herpesvírus do tipo simplex, indica que mais de 3,7 bilhões de pessoas com menos de 50 anos, ou 67% da população, está infectada pelo HSV-1.

Como o adesivo contra lesão da herpes pode ser disponibilizado

O adesivo regenerativo foi desenvolvido entre 2015 e 2017, no Laboratório de Materiais e Biossistemas (Lamab) da UFPB, no campus I, em João Pessoa, e contou com a colaboração dos professores da UFPB Eliton Medeiros, Lúcio Castellano, Paulo Bonan e Joelma Souza e do mestrando Raonil Oliveira.

O depósito da patente foi realizado em junho de 2018, junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). O processo de desenvolvimento do curativo será publicado em breve. Os artigos estão em fase de revisão por pares em revistas internacionais.

“Pretendemos conversar com farmacêuticas para avaliarem o custo-benefício para produção em larga escala do adesivo. O Sistema Único de Saúde (SUS) poderá utilizar de artifícios como a quebra de patentes de medicamentos ou de dispositivos ou comprar o material, caso uma farmacêutica inicie o processo de comercialização dos adesivos, para o uso de forma gratuita, por meio da distribuição”, afirma a pesquisadora da UFPB.

Comentários

Regina disse:

Eu tenho Herpes labial e tenho de 4 a 5 crises por ano. A frequência já foi muito maior, quando eu pesava 9 quilos a menos. Tive até duas vezes em um mês.
Além da dor, da coceira, tem o desconforto social, qie é o pior de todos. Não é só estética. É social mesmo. As pessoas te olham como se vc fosse radioativo e sempre relacionam o vírus com sujeira ou comportamento “indevido”.
Sou professora e o desconforto ao lecionar com uma ferida de herpes é horrível
Espero que vocês obtenham sucesso

Regina disse:

Eu tenho Herpes labial e tenho de 4 a 5 crises por ano. A frequência já foi muito maior, quando eu pesava 9 quilos a menos. Tive até duas vezes em um mês.
Além da dor, da coceira, tem o desconforto social, qie é o pior de todos. Não é só estética. É social mesmo. As pessoas te olham como se vc fosse radioativo e sempre relacionam o vírus com sujeira ou comportamento “indevido”.
Sou professora e o desconforto ao lecionar com uma ferida de herpes é indescritível.
Se este adesivo funcionar, pago o que for nele.

Diego Correia disse:

Fico a disposição para testes muita gente sofre com isso

Eric Lecher disse:

Bom dia
Tenho Herpes labial a quase 15 anos,sempre convivi com esse desconforto,tomo um comprimido de Aciclovir todos os dias,Tenho uma rotina diária de extrees e mal sono,isso colabora para a explosão do vírus de vez em quando,andei fazendo testes com outras pomadas,componentes diferentes e tive um bom resultado onde a lesão que levava quase 30 dias para curar cicatrizou em 15 dias,com a queda de temperatura e meu extrees tive a lesão essa semana,reforcei a dosagem do Aciclovir comprimido e mudei para outra pomada no quase 3° dia em que a lesão apareceu já estou com ela saindo da fase lactantes e já no processo de cicatrização pois descobri um componente numa pomada que acelera o processo de cura e cicatrização!

Suzana Bragança disse:

Vou ser a primeira a testar quando for comercializado! Meu sonho é que seja criado a vacina contra a herpes genital. Essa doença tira a minha paz e minha vontade de viver. Fico à disposição para para testes.

Benjamin Omangote disse:

Quando surgir o “Surto” aí coloca no local, e se for no prepúcio ou glande? Gente, precisamos fazer algo mais eficiente para acabar com isso no mundo, sequenciar o vírus e elaborar um método para destruir o vírus no indivíduo, nem que tenham que mergulhar o indivíduo num enorme cilindro cheio de aciclovir pra absorção em toda a pele. Oq me faz pensar que vender aciclovir sempre foi mais interessante pra indústria farmacêutica. Seria mais fácil criar uma vacina de um reagente inibidor em longo prazo pra manter o virus no indivíduo em baixos níveis e a imunidade alta em longo prazo, até para situações de estresse elevado o índividuo não iria manifestar essa bosta.

Maria Do Desterro Xavier Honorato disse:

Pelo amor de Deus criem uma vacina eficaz contra essa praga. Tenho certeza que mais de 80% de muitas doenças mortais no mundo são causados por causa dessa mazela que ataca o sistema imune do indivíduo e vai enfraquecendo o organismo.
Deus abençoe os cientistas e os dê sabedoria.

Meire disse:

Queria testar, tenho herpes genital.

Katia Esteves disse:

Bom dia !
Vocês estão de parabéns, assim que estiver a venda e a herpes e aparecer novamente gostaria de experimentar.
Agradecida
Katia

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