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Comerciante morre em hospital e família suspeita de homicídio

Um homem de 24 anos foi encontrado morto dentro do Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira, em João Pessoa na manhã de sábado (9). A acusação dos familiares é que o empresário Jonathan do Vale Ribeiro foi assassinado. Segundo informações da família, o homem vinha sofrendo de depressão, teve um surto psicótico e foi levado ao Juliano Moreira em busca de tratamento no dia 5 de dezembro. Jonathan do Vale era proprietário do Bar Toca da Raposa na cidade de Araruna, onde morava. Segundo nota da Secretaria de Estado da Saúde, o corpo foi levado para o Serviço de Verificação de Óbito (SVO), e, em seguida, para o Instituto de Medicina Legal (IML), para investigação.

De acordo com o tio da vítima, Adaílson Bernardo, o laudo pericial dizia que o empresário morreu em decorrência de uma asfixia mecânica, o que segundo ele se caracteriza como um assassinato.

“No laudo tinha asfixia mecânica, quer dizer que foi um assassinato. Eu não sei quem provocou esse assassinato que pode ter sido de várias formas. Agora a gente quer saber da verdade e punir os responsáveis por isso”, disse.

O diretor do complexo, Walter Franco, explicou que o fato ocorreu em um lugar onde há pessoas com transtornos mentais convivem e que problemas como esse podem ocorrer.

“Nós estamos dentro de um hospital psiquiátrico. Nós acolhemos aqui pessoas com transtornos mentais e dependentes químicos. A questão de haver uma agressão de um paciente com outro, mesmo que a equipe esteja atenta, isso pode ocorrer, basta alguém virar o rosto”, afirmou.

Segundo Walter Franco, na quinta-feira (7), uma agressão contra o empresário por parte de um dos internos teria ocorrido, no entanto ele disse que o fato nada tem a ver com a morte que ocorreu no sábado.

“Eu tenho conhecimento que na quinta-feira, houve uma pequena situação em que um paciente possa ter chegado e ter tido algum tipo de agressão com ele, mas essa não foi a causa da morte. Não tem nenhuma relação”, relatou.

O diretor do Juliano Moreira afirmou também que o empresário estava em uma sala separada para observação que aparentemente apresentava um ambiente calmo.

“Ele estava na sala para observação onde sai para a enfermaria com mais três pacientes durante a noite. A informação que nós temos da equipe de enfermagem é que estava um ambiente calmo e não tinha nada que justificasse preocupação maior”, finalizou.

O complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, juntamente com a Secretaria de Estado da Saúde, informaram em nota que estão apurando todos os fatos no intuito de prestar os esclarecimentos “de forma responsável e transparente”.
O deputado federal Benjamin Maranhão (SD) disse em nota que acionou o Ministério Público para apurar a morte do empresário. “O jovem foi morto por asfixia, isso que diz o laudo. Mas o que nos causa mais espanto é que a unidade removeu o corpo apontando a morte por causa natural. Tratava-se de um crime e o procedimento nunca poderia ter sido aquele. Assassinato é competência da policia e tirar o corpo do local só dificulta a investigação”, disse.

*Com Sandra Macedo, da 98 FM.

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