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Conheça as técnicas de reabilitação urbana

Especialista diferencia termos pouco conhecidos pelas pessoas, como revitalização e renovação

É bem provável que no seu cotidiano as pessoas se deparem, nas ruas, com placas de obras escritas com termos como reforma, renovação ou revitalização. No entanto, essas intervenções são pouco conhecidas pela população. E elas podem ou não ter relação com o patrimônio histórico e cultural.

A Profa. Ma. Christiane Nicolau, de Arquitetura e Urbanismo do Unipê, explica uma a uma, diferenciando-as. Ela comenta: a Carta de Lisboa sobre Reabilitação Urbana Integrada de 1995 trouxe decisões importantes para o Brasil e Portugal. Ela tem por finalidade, além de uma linguagem comum, estabelecer grandes princípios que devem nortear as intervenções, com as necessárias adaptações nacionais, e apresentar caminhos para a sua aplicação.

As variações técnicas são muitas, e a arquiteta e urbanista as elenca abaixo:

1. Renovação Urbana: implica na demolição das estruturas morfológicas e tipológicas de uma área urbana degradada e sua substituição por um novo padrão urbano, dando novos usos com características contemporâneas. A estratégia é aplicada em áreas degradadas onde não é mais possível reconhecer o seu valor histórico;

2. Reabilitação Urbana: é uma estratégia de gestão urbana que procura requalificar a cidade existente por meio de múltiplas intervenções que se destinam a valorizar as potencialidades sociais, econômicas e funcionais, para melhorar a qualidade de vida dos residentes;

3. Revitalização Urbana: são operações destinadas a relançar a vida econômica e social de uma parte da cidade que esteja em decadência, não necessariamente se restringindo a áreas de valor histórico;

4. Requalificação Urbana: aplica-se principalmente em áreas cuja principal função é a habitação. Trata-se de oferecer usos adaptados ao contexto local;

5. Reabilitação de um edifício: são obras com o intuito de recuperar e beneficiar uma construção, resolvendo anomalias construtivas, funcionais, higiênicas e de segurança, que se acumulam ao longo dos anos;

6. Restauro de um edifício: obra especializada cuja finalidade é a conservação e consolidação de uma construção, assim como a preservação ou reposição da totalidade ou de parte da sua concepção original ou correspondente aos momentos mais significativos da sua história;

7. Reconstrução de um edifício: qualquer obra cujo objetivo é realizar de novo, total ou parcialmente, uma instalação existente. Mantendo, nos aspectos essenciais, o traçado original;

8. Renovação de um edifício: qualquer obra que consista em realizar de novo e totalmente um edifício num local anteriormente construído;

9. Conservação de um edifício: conjunto de medidas destinadas a salvaguardar e a prevenir a degradação de um edifício, que inclui a realização das obras de manutenção necessárias ao correto funcionamento de todas as partes e elementos de um edifício;

10. Manutenção de um edifício: conjunto de operações que visa minimizar os processos de deterioração da vida de um edifício; elas são desenvolvidas sobre as diversas partes e elementos da sua construção assim como sobre as suas instalações e equipamentos, sendo geralmente obras programadas e realizadas em ciclos regulares. 

“Essas ações estabelecem um padrão de leitura da situação atual e estratégias para intervenção garantindo a preservação do tecido urbano como um todo e das áreas de Patrimônio histórico. Suas ações visam valorizar o passado e reconhecer o potencial presente na produção arquitetônica contemporânea”, conclui Christiane.

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