
É muito comum pensar que a primeira visita ao ginecologista deve ser a partir da primeira menstruação. É um aspecto cultural que faz com que, inclusive, a visita ao profissional ocorra quando a pessoa apresenta problemas relacionados ao fluxo. Mas o correto é se consultar com o médico especialista desde antes.
“Deve-se levar desde a infância para que essas meninas, além de serem orientadas quanto a medidas de higiene, se habituem com esse profissional e com as consultas que irão fazer de acordo com o ciclo de vida”, explica a médica ginecologista e obstetra Etiene Galvão, de Medicina do Unipê.
Pensando nisso, a especialista apresenta e explica alguns dos principais exames de rotina ginecológica. Confira:
– Papanicolau: prevenção do câncer do colo uterino;
– Vulvoscopia: indicada na presença de lesões suspeitas para realizar testes, realizar biopsia das áreas alteradas, prurido recorrente, principalmente em pessoas idosas com áreas esbranquiçadas;
– Colposcopia: indicada após testes de prevenção anormais, colo alterado ao exame ou citologia com alterações;
– Mamografia: rastreia o câncer de mama, possibilitando diagnóstico precoce e cirurgias menos radicais;
– Ultrassom das mamas: complemento de mamografias inconclusivas, e diferencia patologias císticas de sólidas;
– Ultrassom transvaginal: muito necessário para levar a hipóteses diagnósticas em patologias uterinas, ovarianas, endometriose, avaliar endométrio, acompanhamento após tratamentos clínicos e cirúrgicos, entre outros;
– Densitometria óssea: solicitada para pacientes com idade igual ou superior aos 65 anos, assim como antes dessa idade para quem tem fatores de risco modificáveis ou não, uso prolongado de glicocorticoides, acompanhamento, essencial para prevenção e diagnóstico de osteopenia e osteoporose.
Outros exames
Alguns outros exames podem ser importantes. Os hematológicos dependem da hipótese diagnóstica. “Em casos de alterações menstruais, em qualquer fase de vida, deverá ser solicitado coagulograma, além da dosagem de hormônios tiroidianos, principalmente no climatério; a função hepática, renal, na vigência de prescrições de medicamentos com a primeira passagem hepática; perfil lipídico e glicêmico em pacientes com síndromes metabólicas, cálcio, vitamina D, entre outros”, apresenta.
Para as dosagens hormonais: hormônios tiroidianos (T4 livre TSH), principalmente quando há endocrinopatias, climatério; hormônios do eixo hipotálamo, hipófise, ovários, como uma das maneiras de diagnosticar menopausa, na investigação de esterilidade, e para elucidar o diagnóstico de ovários policísticos, em suspeita de puberdade precoce, de tumores hormônio dependentes.
Dos sorológicos, conforme a anamnese e o histórico, solicita-se: VDRL, imunologia para hepatite B e C, HIV, herpes tipo II. “Para gestantes, além desses e de outros, imunologia para toxoplasmose e rubéola”, diz Etiene. A especialista ainda reforça que toda imunização do calendário vacinal deve ser realizada, principalmente as necessárias para pacientes imunossuprimdos. Quanto ao HPV, mesmo adultas e as que já tiveram HPV devem ser vacinadas, por conta dos vários subtipos.