Imprudência no trânsito

Em comparação à janeiro de 2018

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Caixa diz que responsabilidade é do Governo Federal e não comentou assunto (Foto: Portal Correio)

Financiamento imobiliário está travado, reclamam construtores

Problema estaria ocorrendo há pelo menos cinco meses e, segundo construtores, vem causando problemas nos negócios imobiliários

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Representantes da construção civil em João Pessoa reclamam que não estão tendo acesso a recursos para negócios imobiliários e culpam a Caixa Ecomômica Federal pelo problema. O banco não está autorizado a falar sobre o assunto e disse que a responsabilidade do caso é do Governo Federal. Em entrevista à Rádio 98 FM, nesta segunda-feira (21), construtores alegaram que mais de 100 obras estão prontas e aprovadas, porém não conseguem resolver a parte burocrática, pois o financiamento não é liberado.

Leia também: Mudança na Caixa não tira fôlego e anima mercado imobiliário

Eles explicam que os apartamentos são construídos, a Caixa Econômica faz a vistoria e aprova ou não. Aprovando tudo, toda a documentação também é aprovada e dar-se início ao processo administrativo até chegar na formulação do contrato. É nesse último momento que o cliente solicita o financiamento na Caixa e é justamente aí que está o atual problema. “Hoje em dia ninguém consegue acessar o sistema para fazer uma simulação de crédito para um cliente”, diz Fábio Paiva, representante da construção civil.

Há cinco meses a Caixa não dá nenhum retorno à categoria e, segundo Fábio, as consequências são grandes na sociedade. “A tendência é que em fevereiro haja demissão em massa de funcionários. […] Com isso perde o funcionário, também a Caixa Econômica, pois ela detém o dinheiro e praticamente nos obriga a ficar com o dinheiro lá. Perde também o Governo, pois deixa de arrecadar impostos. Isso é uma cadeia”, desabafa.

Manifestação

Os representantes da construção civil estão programando uma manifestação para esta terça-feira (22), às 8h30, em frente à Caixa Econômica, na Avenida Epitácio Pessoa. Eles garantem que será uma manifestação pacifica e apenas presencial.

“Estaremos todos de preto, em forma de luto. Não vamos atrapalhar o trânsito, vamos colocar um carro de som circulando, fazer presença nas escadas da Caixa Econômica sem proibir o direito de ir e vir. A gente só quer ser ouvido, que um representante da Caixa desça, converse com a comissão, para que a gente possa passar as informações aos presentes’, explica.

A Caixa Econômica disse ao Portal Correio nesta segunda-feira (21) que não pode se posicionar sobre o assunto e pediu que o Ministério do Desenvolvimento Regional fosse procurado para esclarecer. A solicitação de pauta com os questionamentos foi enviada, mas até as 18h (horário local), prazo final estabelecido, não houve resposta.

Segundo a organização, a manifestação reunirá 177 construtores de todo o estado, além de clientes, empresários do ramo de material de construções e corretores.

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