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Covid-19: entendendo a nova variante do vírus

Medidas individuais de proteção são necessárias com o aumento de casos

Do início da pandemia pelo novo coronavírus até agora, algumas variantes já foram descobertas. E neste mês de novembro, no Brasil, uma nova variante do SARS-COV-2 surgiu, a BQ.1, deixando dúvidas para a população a respeito dos cuidados que devem ser tomados. Mas para isso é importante também entender a sua origem.

“A BQ.1 resulta de uma sublinhagem da BA.5 da Ômicron. O vírus possui grande capacidade de mutação, originando novas variantes que se sobressaem ao longo do tempo. É um processo natural da persistência da circulação viral”, pontua a médica infectologista e Profa. Dra. Ana Isabel Vieira Fernandes.

Docente do curso de Medicina do Unipê, Ana diz que a principal característica dessa da variante é a alta capacidade de transmissão. Algo que é presente em outras linhagens da Ômicron. Ainda, há mutações em locais importantes do vírus, que podem impactar na eficácia das vacinas usadas atualmente.

Mas a BQ.1 seria mais grave?

Não é o que tem se mostrado até agora, segundo a especialista. Ana reforça que há um maior número de internações em grupos de risco como idosos e pacientes com comorbidades ou que não possuem o esquema vacinal completo. É necessário que se tome duas doses e um ou dois reforços, totalizando 3 a 4 doses da vacina.

“A BQ.1 possui várias mutações na proteína Spike, o que pode levar a escape na resposta imune vacinal, além de maior resistência aos anticorpos monoclonais (específicos para uma única região do antígeno) utilizados para o tratamento da doença. A vacina bivalente trará maior proteção contra as novas variantes. Neste momento de aumento de casos é preciso que a população esteja com seu esquema vacinal completo para a proteção contra formas graves da doença”, justifica.

Para além da vacinação, em período de aumento da circulação viral e de número de casos exige os cuidados de prevenção já amplamente conhecidos: usar máscaras de proteção individual e higienizar as mãos com sabão e água corrente ou com álcool 70%.

Sintomas

Os sintomas são muito semelhantes aos de gripes e Influenza: os mais comuns são febre, dores no corpo, cefaleia, coriza e tosse. Então para saber se a pessoa está infectada com o vírus, é necessário que se façam os testes para diagnóstico correto.

“Nas crianças ainda há o risco de Vírus Sincicial Respiratório, também em circulação no país, que causa bronquiolite em crianças menores, podendo aumentar o risco de internação por essas causas”, finaliza Ana.

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