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Demissão em massa na Educação deixa 8 mil funcionários apreensivos

“Nós estamos sendo injustiçados! Estamos pagando um preço pelo que não fizemos. Este é o sentimento que muitos trabalhadores têm e falam: Mas por que está respingando na gente?”, desabafa a supervisora escolar Andreza Santuza, que ficou apreensiva após o anúncio do fim da gestão pactuada na Educação do Estado da Paraíba. Cerca de 8 mil funcionários das prestadoras de serviços Ecos e Insaúde estão preocupados com a possível perda do emprego depois das mudanças anunciadas no modelo de contratação de terceirizados nas escolas da Paraíba. 

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A informação espalhou-se pelas redes sociais em plena pandemia do novo coronavírus que atinge economicamente a sociedade devido à atual crise sanitária. Famílias de vigilantes, porteiros, merendeiras, inspetores, cuidadores de pessoas com deficiência e equipe de apoio em serviços gerais, como limpeza e atendimento na secretaria das escolas, temem uma demissão em massa por ordem do Governo do Estado.

O medo do desemprego existe, é real e pode impactar no cotidiano. Andreza, supervisora escolar, expressa como se sente: “É perturbador imaginar que eu posso regredir. Os indicadores são perfeitos, são maravilhosos, e estão ao nosso favor. A gente tem uma esperança muito grande de que essa decisão seja repensada, porque eu estava fazendo tudo. Tudo o que foi pedido e um pouco mais. Mas o desemprego está aí, está batendo na porta e estamos muito temerosos”, ressalta a colaboradora de uma das empresas, que deve ter o contrato encerrado com a Secretaria de Educação.

O inspetor Antônio da Silva, que trabalha numa escola no Sertão da Paraíba, faz um apelo às autoridades públicas para manterem a empresa, por onde foi contratado, porque ele sustenta a família e a mãe de 89 anos. 

Em João Pessoa, o inspetor Francisco de Assis, que trabalha na Escola Estadual Santos Dumont, conta que também sustenta sua mãe idosa. “Eu e meus colegas estamos com medo de perder o emprego. O que está dando certo se mantém. A infraestrutura das escolas está 100% melhor com esta empresa”, comenta Francisco e ainda questiona: “Por que mudar? Hoje eu tenho a carteira assinada e todos os direitos trabalhistas. A infraestrutura da escola antes (do serviço terceirizado) era horrível. Nossa janela era de madeira velha, hoje é de vidro. Os banheiros estão em ordem, as pinturas e também temos ar condicionado. Isso antes não existia”, completa Francisco.

O inspetor é funcionário da Ecos (Espaço, Cidadania e Oportunidades Sociais), que desde 2017 dá apoio a centenas de escolas estaduais fornecendo serviços essenciais. A instituição é uma das vencedoras do último chamamento público da Educação. Mas, a licitação foi cancelada pelo Governo do Estado da Paraíba, no início deste ano, devido a readequação no modelo de contratação de serviços terceirizados, após a Operação Calvário denunciar as Organizações Sociais que atuavam na saúde. 

Porém, as instituições que prestam serviço para a Educação não foram indiciadas e não tem nenhuma relação com as OSs investigadas. Por isso o fato tem causado indignação por parte dos funcionários das escolas. 

Demissões podem ser evitadas

“Mais prático seria manter nossos serviços nas escolas e apenas mudar o modelo contratual da gestão pactuada, pois nosso trabalho é legítimo, transparente e aprovado pela opinião pública. Assim, as escolas se mantêm sem afetar a vida de milhares de trabalhadores com demissões e incertezas de novas contratações. Muitos, devido à idade, temem não serem recolocados no mercado de trabalho, pois não sabemos como será esse processo de seleção em plena pandemia, caso a gente deixe de atuar e entre uma nova empresa para oferecer apoio às escolas”, comentou o gerente de Recursos Humanos da Ecos, Oselmar Neto.

No último dia 20 de abril, nas redes sociais, o secretário de Educação, Cláudio Furtado, declarou numa transmissão ao vivo que os contratos com todas as Organizações Sociais seriam encerrados por ordem do governador João Azevêdo (Cidadania). Já em uma entrevista na Rádio 98 FM, da Rede Correio Sat, o gestor afirmou que o processo de transição de OSs para empresas privadas está ocorrendo e deve ser concluído até o fim da pandemia. Furtado não passou detalhes sobre o novo chamamento público e garantiu os direitos trabalhistas de todos colaboradores em caso de demissões coletivas.

*Texto de Priscila Bresolin/assessoria

Comentários

  • Dirce Neves Dantas de Araújo disse:

    É triste saber que muitos anos de dedicação ao trabalho somos desvalorizados sem sabe como vai ficar tem os políticos que ficam precisando os eleitores ,preciso muito do meu trabalho para continuar sou mãe de família e agora José?

  • Deny disse:

    Como e que pode em meio a uma grande crise de pandemia mundial e agora querem nos demitir gente tantas mães de família que depende m desde dinheiro para o sustento dos seus filhos e compromisso que todos tem se demitirem como ficaram todo mundo eu trabalho na empresa insaude

  • maria disse:

    O politicos sempre visarao obter vantagens, amam o dinheiro sobre todas as coisas. Assim sendo, não e de se esperar compaixao, neste cenario que vem enfrentando o pais. Tanto é que todas as medidas é sempre voltadas com a atenção axacerbada ao dinheiro publico em resguardar a reserva. Enquanto o povo dorme… Lembrando que tudo é do Estado, deixa de pagar os impostos, contas. (iptu, ipva entre outros)

  • J.Cavalcanti disse:

    Trabalho ninguém quer, agora empregos, todos correm atrás. A mamata acabou…

  • Josinaldo Gomes da Silva disse:

    Trabalho na INSAUDE no setor de Manutenção das Escolas, e também estamos apreensivos diante dessa situação da transição, se a Empresa Terceirizada que vai ser contratada se vai ou não aproveitar os Profissionais da área da Manutenção e qual vai o critério de seleção.

  • Pedro. disse:

    Nós colaboradores já sabiamos que esse contrato iria acabar. Não foi a pandemia que fez isso acontecer, desde dezembro éramos siente disso.

  • Maria de Fatima fa Silva disse:

    Eu também, estou incluída neste sofrimento, passando por muito sofrimento, estava dando conta das minhas responsabilidades com os meus projetos pedagógico, com minhas turmas nunca falho com os meus compromissos , sou professora prestadora de serviços com + 25 anos de matrícula fixa 6547010 e hj.estou com empréstimos consignados e o sr.governador tomar esta atitude. Pq.ele fêz isto, a educação do Estado precisa dos nossos trabalhos. Estou em entender, Deixo aqui um apelo, faça alguma coisa por nós professores prejudicados. Deus ñ está satisfeito com isto!

  • Maria de Fatima fa Silva disse:

    Eu também, estou incluída neste sofrimento, passando por muito sofrimento, estava dando conta das minhas responsabilidades com os meus projetos pedagógico, com minhas turmas nunca falho com os meus compromissos , sou professora prestadora de serviços

  • Benhur disse:

    Quando vai ocorrer essa trasicao para uma tercerizada

  • Márcio disse:

    Levar o dinheiro público pra casa ta mas complicado, então vamos demitir todo mundo, ooooo Paraíba boa!

  • Estou perplexa e preuculpada porque sou funcionária e preciso do meu emprego disse:

    Estamos sendo tratados como nada

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