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Em dois meses, Paraíba contabiliza mais de 7 mil novos MEIs

Dados apresentados pelo Sebrae indicam crescimento de 19,2% em relação ao ano de 2020
Pequenos negócios, Empresas
Foto: Reprodução/TV Correio

A Paraíba encerrou o primeiro bimestre de 2021 com 7.093 novos microempreendedores individuais (MEIs) formalizados no estado. É o que indica levantamento realizado pelo Sebrae Paraíba, com base em dados da Receita Federal. Segundo os dados, o número de novos MEIs abertos em janeiro e fevereiro de 2021 é 19,2% maior que o verificado no mesmo período de 2020, quando o estado contabilizou 5.953 novos registros.

Outro dado revelado pelo levantamento do Sebrae Paraíba está relacionado com as atividades econômicas que concentram o maior número dos novos MEIs abertos em janeiro e fevereiro de 2021. Conforme os dados, a atividade com maior número de novos registros foi o comércio varejista do vestuário e acessórios, com 430 novos MEIs. Em seguida aparecem cabeleireiro, manicure e pedicure (322); comércio varejista de bebidas (288); minimercados, mercearias e armazéns (284); e promoção de vendas (245).

Já em relação aos municípios, os números indicam que a capital paraibana, João Pessoa, foi a que mais contabilizou novos MEIs abertos em janeiro e fevereiro deste ano, somando 2.449 novos registros. Em seguida, estão: Campina Grande, com 1.022 novos MEIs; Santa Rita, com 256; Patos, com 194; e Bayeux, que contabilizou 186 novos microempreendedores individuais no primeiro bimestre de 2021. Juntos, conforme o levantamento, esses municípios foram responsáveis por 57,9% dos registros verificados em janeiro e fevereiro.

Para a analista técnica do Sebrae Paraíba, Germana Espínola, os números possuem relação direta com os desdobramentos da crise econômica provocada pela pandemia do coronavírus. Conforme explica Germana, essa relação se estabelece porque muitos dos profissionais demitidos durante a crise acabaram optando por abrir o próprio negócio no segmento em que já atuavam.

“Considerando que durante alguns períodos da pandemia muitas empresas precisaram fechar as portas, elas tiveram também que demitir seus funcionários, que acabaram por empreender em novos negócios. Além disso, como muitas empresas voltaram de uma maneira ainda muito lenta, elas não puderam ainda recontratar funcionários e gerar novas vagas no mercado”, enfatizou a analista.

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