
Há diversos motivos para instalar energia solar em imóveis residenciais, inclusive em apartamentos. Economia da conta de luz e proteção contra o aumento dessa conta, sustentabilidade ambiental, valorização do imóvel e retorno do investimento feito são alguns dos principais. Mas como são colocados os painéis de energia solar em apartamentos?
Segundo o físico José Jacinto Cruz, Engenharia Civil, Elétrica e Mecânica do Unipê, um dos melhores lugares para instalar energia solar em apartamentos é a cobertura ou laje do prédio, já que recebem boa irradiação solar. Contudo, é possível colocar em outros locais dos edifícios, como nas fachadas, desde que no projeto arquitetônico da edificação tenha sido contemplado esse objetivo.
“Quando não é possível usar o próprio prédio para instalar os painéis solares, uma alternativa é posicioná-los em algum local da área comum do condomínio”, aponta José. Outro ponto interessante para a instalação é a sacada do apartamento, que pode ser usado um sistema de fixação do tipo usina, em formato de triângulo; entretanto, pode ocorrer de a sacada ficar sombreada pelo dispositivo.
“O ideal é possuir uma área totalmente livre de sombras; é válido lembrar que mesmo com períodos de sombreamento a produção de energia elétrica por meio da energia solar ocorre, porém durante um período de tempo menor, ou seja, menos horas durante o dia”, comenta o especialista.
E quanto ao investimento? O custo de um sistema fotovoltaico varia conforme diversos fatores, tais como a complexidade e o tamanho da instalação. No geral, para imóveis de pequenas dimensões, o valor se encontra entre 12 ou 15 mil reais e o custo médio é de cerca de R$ 30 mil. Tudo gira em torno do tamanho do local a ser abastecido e, consequentemente, do número de placas a serem instaladas.
Confira os benefícios da instalação de energia elétrica na sua moradia!
Valor da energia
Conforme a Resolução Normativa 687 (2015) da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), há diretrizes sobre o funcionamento dos créditos de energia, seja individual ou coletivo: o autoconsumo remoto e as gerações compartilhada ou em condomínio. Veja:
– Autoconsumo remoto: o consumidor pode instalar o seu sistema solar em um local diferente dos pontos de consumo desde que seja do mesmo setor de concessão e CPF;
– Geração compartilhada: o abatimento dos créditos de energia solar pode ser feito em apartamentos de outros moradores quando o vínculo entre as partes é comprovado;
– Geração em condomínio: geralmente instalados em edificações que têm telhados ou lajes pequenas, a produção de energia solar pode ser dividida entre os seus apartamentos.
Nesse último caso, Jacinto acrescenta que, caso seja gerada dentro do condomínio, o abatimento dos créditos acontece nas contas de cada unidade consumidora. “Além disso, com a popularização da energia solar em apartamento, foram criadas opções de financiamento de energia solar para condomínios”, pontua.
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