
A retirada de pítons-birmanesas dos pântanos da Flórida, nos Estados Unidos, atingiu um novo recorde nesta temporada. Entre novembro de 2025 e abril de 2026, caçadores e biólogos removeram 177 animais da espécie invasora, totalizando cerca de 3,7 toneladas de serpentes.
A ação faz parte do programa da Conservancy of Southwest Florida, criado para reduzir os impactos causados pelos animais silvestres à fauna nativa da região.
Segundo o programa, as pítons-birmanesas são originárias do sudeste da Ásia, mas se espalharam pelo sul dos Estados Unidos após escaparem ou serem abandonadas por antigos donos.
Sem predadores naturais na região, elas passaram a se reproduzir rapidamente e a caçar diversas espécies locais, tornando-se uma das maiores ameaças ao equilíbrio ambiental dos ecossistemas locais.
Para localizar os animais, os pesquisadores utilizam uma estratégia incomum: machos capturados recebem transmissores de rádio e são soltos novamente na natureza. Conhecidas como “cobras batedoras”, essas serpentes ajudam a identificar áreas de acasalamento e permitem que as equipes encontrem fêmeas reprodutoras antes da postura dos ovos.
De acordo com a Conservancy of Southwest Florida, além das 177 pítons capturadas, mais de 4.100 ovos foram retirados do ambiente nesta temporada. As fêmeas removidas pesavam, em média, 43 quilos e carregavam cerca de 70 ovos cada. A maior delas media aproximadamente 5,2 metros de comprimento e pesava 69 quilos.
O programa de monitoramento e remoção está em funcionamento desde 2013 e já retirou cerca de 1.750 pítons do sudoeste da Flórida, somando mais de 24 toneladas.
Após a captura, os animais são submetidos à eutanásia e analisados por pesquisadores, que utilizam os dados para estudos sobre o comportamento e a reprodução da espécie invasora.
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