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Estudantes protestam e pedem justiça pela morte de Clayton Tomaz

Estudantes da Universidade Federal da Paraíba realizaram um protesto na noite desta terça-feira (18) pedindo justiça pela morte do aluno Clayton Tomaz de Sousa, de 31 anos, que estava desaparecido desde o dia 6 de fevereiro e foi encontrado morto na segunda (17). O grupo invadiu o prédio da reitoria e, durante a manifestação, acabou danificando algumas estruturas.

Na entrada do local, os estudantes fizeram uma espécie de altar, depositando coroas de flores, velas e fotografias, além de pichações pedindo justiça. Durante a confusão, o grupo quebrou a porta de vidro e estouraram um bebedouro.

Clayton deixou um vídeo no qual expõe temer a própria morte. “Minha vida tá em risco, galera. Qualquer hora dessas essas caras dão cabo de mim, e fica aí o recado: se eu aparecer morto, foram eles. Não tem outros. Foram os guardinhas da UFPB”, disse.

A vítima está sentada em um ambiente escuro, onde aparecem vigilantes de uma empresa privada no fundo, dentro da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O jovem era aluno do curso de Filosofia.

O crime cercado de mistério está sendo investigado por policiais da Delegacia de Homicídios, que informou que, por enquanto, não vai se pronunciar sobre o assunto.

No entanto, o delegado Carlos Otton confirmou que Clayton já teve um desentendimento com seguranças da instituição por causa de um episódio em que ele acabou preso e autuado pela Polícia Federal por danos ao patrimônio público. Mesmo assim, o delegado disse que não significa que a morte esteja associada a isso.

A UFPB disse que não vai dar declarações sobre o caso. A TV Correio também tentou entrar em contato com a família da vítima, que não quis se pronunciar.

Corpo encontrado

O corpo foi encontrado no último dia 8 em uma mata localizada às margens de uma estrada em Gramame, na Zona Sul de João Pessoa, mas, devido ao avançado estado de decomposição, somente nessa segunda a identidade foi confirmada. Ao ser localizada, a vítima apresentava marcas de tiros.

Investigações seguem em andamento para identificar os suspeitos do crime. A Polícia Civil pede que as pessoas que tiverem informações sobre o caso liguem para o número 197.

Comentários

  • Hector disse:

    Um estudante morre e maluco tá reclamando de vidro quebrado. Vão tudo pra cara do caralho vocês.

  • Ficapeixe disse:

    Quem foi que escreveu este texto? Dizer que, durante a confusão, o grupo acabou danificando um bebedouro e uma porta de vidro? Não. Eles praticaram, de novo, crime de dano ao patrimônio público e foi isso que gerou a confusão. Altar? Com pichação? Depois vão querer que Bolsonaro mande mais dinheiro para Federal consertar os danos?

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