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Exposição ‘Árvore Genealógica’ retrata realidade dos afrodescendentes

Mostra, que segue até 1º de outubro, apresenta fotografias impressas da artista Natália Araújo
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Casarão 34, no Centro de João Pessoa (Foto: Reprodução)

O Casarão 34, vinculado à Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), abre suas portas nesta sexta-feira (17) e apresenta, a partir das 16h, a exposição ‘Árvore Genealógica’, da artista visual Natália Araújo. A mostra, que segue até 1º de outubro, apresenta fotografias impressas e, na abertura, haverá uma performance e uma intervenção com pinturas que expressam a realidade dos afrodescendentes.

“Essa exposição abre um novo ciclo que a Funjope está dando para o Casarão 34. Temos a felicidade de poder garantir a mostra da Natália, que foi vencedora de um concurso realizado em 2019 e que tinha sido esquecida na gestão anterior. Nós temos o compromisso de tornar público esse trabalho que traz uma temática forte, delicada e bonita”, declarou o diretor executivo da Funjope, Marcus Alves.

Ele ressaltou que é preciso valorizar a artista. “Ela venceu o concurso e, por isso, merece ser respeitada. Então, o Casarão 34 abre suas portas a partir desta sexta-feira com essa bonita exposição e com essa experiência que eu acho que vai ser marcante para todos nós”, enfatizou.

A exposição gira em torno do conceito de memória e é composta por fotografias e uma instalação formada por frases. Nesse trabalho, a artista aborda a questão da diáspora negra. “Vamos levar ao público uma exposição que fala sobre os afrodescendentes numa visão contemporânea e também sobre a mulher negra”, declarou a artista que considera fundamental movimentar o Centro Histórico nesse momento em que, aos poucos, os equipamentos voltam a realizar suas atividades.

As fotografias expostas são de um álbum de família de Natália Araújo, que estragaram com o tempo. As fotos, conforme explicou a gestora do Casarão 34, Vivian Santos, acabaram ganhando uma textura diferenciada. “É um momento reflexivo, em que ela relembra seus antepassados que tiveram a memória esquecida. Ela é uma artista negra e vai trazer essa ideia de identidade”, analisou.

Natália Araújo já expôs suas obras em alguns eventos, entre eles, as exposições coletivas Pequeno Encontro da Fotografia, em Recife (PE); no projeto Sintonia; também em exposição privada em São Paulo, e ainda na Galeria Lavandeira, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

A exposição ‘Árvore Genealógica’ fica aberta de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. A entrada é gratuita e, em razão dos protocolos de saúde, o acesso é controlado para evitar aglomeração. Também é exigido o uso de máscara. Não é necessário agendamento.

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