Exposição
Ideia da exposição surgiu de um convite feito no dia 3 de maio (Foto: Divulgação)

Exposição ‘No Sol do Céu do Sertão’ é aberta para visitação

Entrada é aberta ao público de todas as idades, com visitação de terça a sexta-feira de 9h até 18h

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Um sertão como nunca visto antes pode ser contemplado na exposição “No Sol do Céu do Sertão”, de autoria dos fotógrafos Dantas Vilar, Frederico Guedes Pereira e Francisco Mendes. A exposição se encontra aberta para visitação pública no hall do prédio administrativo da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano. A entrada é aberta ao público de todas as idades, com visitação de terça a sexta-feira de 9h até 18h. Sábados, domingos e feriado das 10h até 19h, até o dia 20 de janeiro de 2019.

Na exposição coletiva, o visitante vai encontrar 50 fotografias coloridas e em preto e branco de 30 x 45 centímetros e seis de 1 metro por 85 centímetros, impressas em fine art, uma técnica de impressão de obra de arte em papel algodão, feita a partir de um arquivo digital, impressas em impressora a jato de tinta que dá no expectador uma sensação de realismo e beleza a cena fotografada.

“O papel utilizado é de PH neutro. Isso confere ao material impresso propriedades museológicas que podem ficar expostas por muito mais tempo do que as impressões convencionais”, explicou o fotografo e videomarker, Francisco Mendes.

Exposição

A ideia da exposição surgiu de um convite feito no dia 3 de maio, quando é comemorado, respectivamente, o Dia Nacional do Sertanejo e o Dia Mundial do Sol, uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Foi solicitado aos fotógrafos que reunissem, em imagens, o que representava o sertão e o cariri.

A intenção nestas fotografias, segundo Dantas Vilar, foi sair da visão simplista com que é divulgado o sertão e o cariri, ou seja, o solo rachado, as caveiras de boi, o retirante, a fome e a miséria. “Mas, mostrar o sertão que sempre enxergamos mesmo nos períodos de grande seca e estiagem”, comentou Dantinhas, como é carinhosamente chamado pelos amigos e familiares.

Sem negar as dificuldades do povo e da região, as imagens dão sentido ao que não era visto até então. “O que buscamos foi demonstrar a beleza, o heroísmo e a verdade do sonho que anima e impulsiona o nordestino que topa enfrentar essa dura realidade, sem ficar menor ou submisso a ninguém”, comentou Frederico Guedes Pereira.

O Sertão do Cariri pode ser visto em belíssimas fotos do pôr do sol, da nascente da lua, da natureza e dos animais capturado pelas lentes de Dantas Vilar. Na expressão antropológica e forte do cotidiano do homem vaqueiro, os velhos e crianças nas janelas, e sua eterna espera que algo aconteça, na arquitetura das habitações registradas por Frederico Pereira e na beleza plástica e técnica da profundidade do céu, quase mar, do gado sendo recolhido do pasto, a vegetação e as serras que entrecortam o sertão do cariri paraibano congeladas pelas teleobjetivas de Francisco Mendes.

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