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Festival em JP debate feminismo e defesa dos direitos das mulheres

O Festival ‘Basta de Violações, Juntas por Direito‘ acontece neste domingo (8), data em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher. O evento trará pautas sobre a luta das mulheres por direitos iguais na sociedade e a importância do feminismo na causa. O festival é totalmente gratuito, aberto para todos os públicos e acontece a partir das 15h no Busto de Tamandaré, em João Pessoa.

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Mulheres reunidas debatendo sobre o feminismo (Foto: Divulgação)

O evento tenta retomar a trajetória das mulheres unidas, para defender direitos, melhores condições de vida e bem-estar. O ‘Basta de Violações, Juntas por Direito’ é construído com o esforço de várias organizações de mulheres, da sociedade civil mista e também de mulheres autônomas. Venda de rifas, apoio e doações têm garantido o fundo financeiro para a construção do evento e no dia do festival, também será realizado o sorteio de livros.

A programação do festival será diversificada, atendendo todos os públicos presentes, com várias expressões culturais, feira, um espaço artístico para as crianças, exposições, venda de produtos e apresentação de informações de várias organizações que lutam pelos direitos das mulheres.

Feminismo e busca por igualdade

O feminismo é um movimento social que luta pela igualdade de condições entre homens e mulheres, no sentido de que ambos tenham os mesmos direitos e as mesmas oportunidades. Vale ressaltar que o feminismo não é o oposto de machismo, pois o machismo é uma construção social que promove e justifica atos de agressão e opressão contra as mulheres. 

De acordo com uma das organizadoras do evento, Joana D’Arc da Silva, ter espaço para falar sobre o feminismo e conscientizar sobre a luta das mulheres é fundamental. “Onde houver opressão também terá a indignação de não aceitar, e daí surge o feminismo, a busca pelo direito das mulheres. Vimos como foi importante lutar pelo direito de estudar, pelo direito do voto. A luta pelo feminismo revela à sociedade que tem desigualdade, e tem desigualdade não porque a mulher quer ser mais, mas porque a mulher só quer condições iguais. O tom desse evento também é de denúncia”, frisou Joana.

Além do feminismo e da busca por direitos, o nome do evento é simbólico. “As violações nas relações de trabalho, que mudam toda estrutura de uma sociedade mais digna, em função de acumular mais recursos e centralizar a riqueza nas mãos de alguns, fez com que a gente [realização do festival] tomasse a iniciativa para denunciar essas violações, a gente está na rua para dizer que ‘basta’!”, enfatizou Joana.

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