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Frases de filósofos que influenciaram o mundo empresarial

Os filósofos estão constantemente à procura de soluções para os problemas de seu ambiente, seja externo ou mesmo interno, com mensagens. Em seu tempo eles procuravam o que as empresas estão constantemente procurando: planejamento, organização de tarefas, direção e controle, mas descobrimos que em uma época tão desglobalizada havia resultados mais positivos do que em muitas empresas que existem hoje.

A influência de filósofos gregos como Platão, discípulo de Sócrates e Aristóteles, estudante de Platão, é digna de menção. Ambos contribuíram para o pensamento empresarial do século XX. Platão estava interessado nos problemas políticos e sociais relacionados com o desenvolvimento do povo grego. Aristóteles avançou o pensamento da filosofia e estudou a organização do estado em seu livro Política.

Outros filósofos fizeram importantes contribuições para a formação do pensamento administrativo: Niccolo Machiavelli (1469 – 1527), historiador e filósofo político italiano, cujo livro mais famoso, O Príncipe (escrito em 1513 e publicado em 1532), se refere à forma como um governante deve se comportar. 

De acordo com Maximiano (2000, p.146), Maquiavel pode ser considerado “um analista do poder e do comportamento dos líderes em organizações complexas”. Alguns princípios simplificados que se tornaram populares estão associados a Maquiavel (observe o adjetivo maquiavélico):

– “Se ele deve fazer o mal, o príncipe deve fazê-lo imediatamente”. Se ele quer fazer o bem, ele deve fazê-lo pouco a pouco”.

– O príncipe deve ter algumas palavras. No entanto, ele o mudará sempre que necessário.

Francis Bacon (1561 – 1626) filósofo e estadista inglês, considerado um dos pioneiros do pensamento científico moderno, fundador da lógica moderna baseada no método experimental e indutivo (do particular para o geral). De acordo com Chiavenato (1983, p.22), Bacon introduziu a preocupação de separar experimentalmente o essencial do acidental. Ele antecipou o princípio de gestão “prioridade do essencial sobre o acessório”.

René Descartes (1596 – 1650) filósofo, matemático e físico francês, considerado o fundador da filosofia moderna, famoso por sua obra “O Discurso sobre o Método”, na qual ele descreve os princípios fundamentais de seu método filosófico, conhecido hoje como o “método cartesiano”, cujos princípios são os seguintes

– Princípio da dúvida ou prova sistemática: não é verdade até que seja apoiada por provas, ou seja, é considerada realmente verdadeira.

– Princípio de análise ou decomposição: dividir e decompor as diferentes partes de um problema para analisar cada parte separadamente.

Thomas Hobes (1588 – 1679) filósofo e teórico político inglês, que argumentou que o homem primitivo era por definição um ser social que se jogava sobre os outros por desejo de poder, riqueza e posse – “o homem é o próprio lobo do homem”. O estado surge como resultado da questão, que cria uma ordem absoluta e organiza a vida social.

Karl Marx (1818 – 1883) e Friedrich Engels (1820 – 1895) desenvolveram uma teoria sobre a origem econômica do estado. Chiavenato (1983, p.23) escreve que, segundo Marx e Engels, a dominação econômica do homem pelo homem dá origem ao poder político do Estado, que se torna uma ordem coercitiva imposta por uma classe social exploradora. 

No Manifesto Comunista, Chiavenato continua, Marx e Engels apontam que a história da humanidade sempre foi a história da luta de classes, em suma, a história entre os exploradores e os explorados.

Adam Smith (1723 – 1790), filósofo e economista escocês, considerado o fundador da escola clássica de economia, publicou em 1776 seu livro “An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations”, mais conhecido como The Wealth of Nations, no qual já considerava o princípio da especialização dos trabalhadores e o princípio da divisão do trabalho na fabricação de agulhas, para destacar a necessidade de racionalizar a produção.

Segundo Chiavenato (1983, p. 30), para Adam Smith, a origem da riqueza das nações estava na divisão do trabalho e na especialização das tarefas, defendendo o estudo do tempo e do movimento, uma idéia posteriormente desenvolvida por Frederick Winslow Taylor e o casal Frank e Lilian Gilbreth, e que serviu de base para a gestão científica.

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