
O candidato a prefeito de Cabedelo pelo Partido Liberal (PL), Walber Virgolino, fez críticas à gestão de Vitor Hugo (Avante), dizendo que a Prefeitura está fazendo “mídia” e “obras para a internet, não para a população”.
As afirmações foram dadas em entrevista ao programa Correio Debate, da Rádio Correio 98 FM (Rede Correio Sat).
Walber apontou que há apadrinhamento político na gestão municipal e afirmou que o número de secretarias tem que ser reduzido, além de haver maior incentivo para empresas se instalarem na cidade para gerar mais empregos.
Para se gerar emprego, primeiro tem que ‘enxugar’ a máquina pública, reduzindo secretarias, e trazendo um alerta para o empresário dizendo que precisa da iniciativa privada para a cidade crescer. Se você for hoje no Distrito Industrial vai ver vários terrenos vazios, minha intenção é criar um programa para atrair investimentos de empresários de Cabedelo, João Pessoa e até de outros estados
Walber Virgolino (PL), candidato a prefeito de Cabedelo
O candidato também explicou que para ajudar na diminuição dos gastos públicos, caso seja eleito, vai começar uma auditoria ainda no período de transição para saber quais empresas prestam serviço para a Prefeitura de Cabedelo e se elas estão cumprindo o contrato.
Outros problemas da cidade apontados por Walber são a falta de ações para atrair investimentos no turismo, principalmente para a instalação de restaurantes, pousadas e hotéis para que o turista permaneça na cidade, além da falta de planejamento em obras de infraestrutura, como a da Avenida Max Zagel, no bairro de Camboinha.
“O asfalto está em um nível maior que as calçadas. Foi feito sem nenhum estudo. A prefeitura faz obra ‘para a internet’, não faz obra para durar. No próximo inverno, você vai ver a destruição nas casas”, disse.
Walber afirmou que alguns eleitores foram ameaçados de ser expulsos de comunidades por declararem voto nele e que enviou ofícios para as autoridades descrevendo a situação.
“As pessoas continuaram a dizer que vão votar em mim, então eles passaram a pegar o telefone e ver se as pessoas estão me seguindo, se tem foto comigo”, relatou.
Ele também reiterou que o clima na cidade é de insegurança. “O comerciante tem que fechar 7 da noite. Um pai que mora no Jacaré não pode visitar um filho no Renascer, senão morre. É esse sentimento que paira em Cabedelo. Estou entrando para quebrar isso, não com violência, mas com ações duras, enérgicas e responsáveis, levando habitação, educação, saúde e emprego”.