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Maíra Cardi é condenada a pagar R$ 50 mil de indenização a médico paraibano

Bruno Cosme se posicionou contra atitude da influenciadora de estimular a prática de jejum durante live nas redes sociais
Maíra Cardi (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)

A influenciadora digital e coach de emagrecimento Maíra Cardi foi condenada a pagar R$ 50 mil de indenização ao médico paraibano Bruno Cosme.

O processo em questão foi aberto após a influenciadora ter realizado uma live com um nutricionista em que falava sobre os benefícios do jejum de cinco dias. Maíra foi amplamente criticada nas redes por estimular uma ação que também pode provocar riscos à saúde.

Logo depois, Bruno Cosme se posicionou contra a atitude da influenciadora. “Eu já vi muita barbaridade em redes sociais, mas essa superou todas. Quanta irresponsabilidade, senhora. Fico impressionado com o quanto as pessoas dão audiência para essas insanidades. Uma pessoa com milhões de seguidores influencia um monte de gente a fazer um jejum de cinco dias? Que desserviço. Jamais façam qualquer tipo de jejum sem orientação médica, e um jejum de cinco dias com nenhum tipo de orientação”, escreveu ele.

Em resposta, a influenciadora xingou o médico e disse que ele só queria fama. “Um doutor de merda, chamado Bruno alguma coisa, falando mal do jejum e falando merda ainda. Ô, fulano, você tem que se aprofundar melhor. A gente fez uma live de uma hora e meia, com um profissional que estuda de verdade, não é igual a você, que fica aí sentado atrás querendo ganhar like e não estuda cacete nenhum.”

Bruno entrou com uma queixa-crime no Tribunal de Justiça de São Paulo e pediu uma indenização por danos morais no Tribunal de Justiça da Paraíba.

Em outubro, o médico paraibano celebrou a primeira vitória judicial. Maíra Cardi foi condenada na esfera penal pelo crime de difamação, com pena de nove meses de prisão. Na sentença, a Justiça dizia que ela poderia substituir a detenção por uma indenização de R$ 24.240 em favor do médico. Além disso, a influenciadora deveria pagar uma multa de 30 salários mínimos.

“Essa foi uma importante decisão que mostra que nós, profissionais de saúde, não devemos nos abster de alertar a população dos males que orientações leigas podem trazer para a saúde das pessoas”, disse ele, nas redes sociais.

A nova condenação ocorre na esfera cívil, sob alegação de danos morais. Nos autos do processo, a defesa de Maíra Cardi argumentou que não era possível provar que a fala dela tinha sido direcionada ao autor da ação, já que não havia citado sobrenome em sua postagem.

No entendimento da Justiça, porém, mencionar o nome completo do médico não era necessário para comprovar a ofensa. “Mesmo porque, se assim o fosse, estaríamos permitindo que as pessoas se utilizassem de alcunhas e subterfúgios para ofenderem os outros, sem parecerem estar ofendendo”, destacou a sentença.

Maíra Cardi não possui curso superior em área da Saúde, mas atua como coach de emagrecimento e, inclusive, ministra cursos sobre o tema. Ela tem 8,6 milhões de seguidores no Instagram. O Portal Correio não conseguiu contato com a defesa da influenciadora.

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