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Médica e delegado orientam o que fazer em caso de ataque com agulhas

Durante atendimento hospitalar, equipe médica avalia se exposição oferece risco de transmissão de doenças

Após as notícias de ataques com agulhas no Parque do Povo, as pessoas que frequentam a festa e as vítimas ficaram assustadas com o problema. Mesmo com risco baixo de contaminação, os ataques estão causando alvoroço nas redes sociais. A médica infectologista Priscila Sá e o delegado Henry Fábio esclareceram o que deve ser feito em situações como essa. Nessa terça (12), um infectologista disse à TV Correio que o risco de se contrair alguma doença em ataques com agulhas é de 0,3% e, com o tratamento de urgência, ele pode cair para 0%.

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“Os riscos para transmissão de doenças infecciosas por esse tipo de exposição são considerados mínimos e tornam-se ainda menores se adotas as medidas para a prevenção de acordo com o nosso procedimento padrão. Essa preocupação é compreensível principalmente com relação à transmissão pelo HIV, mas na maioria das vezes infundada”, disse Priscila Sá.

Segundo ela, o HIV é um vírus que sobrevive pouco tempo fora do organismo humano ou quando é exposto ao ambiente. “Não sabemos se agulha foi usada anteriormente ou não, o risco é maior quando a agulha é de grosso calibre e há sangue visível no interior dela, o que não parece ser o caso após ouvirmos os relatos de quem foi agredido”. Várias pessoas notaram arranhões ou um pequeno incômodo em alguma parte do corpo durante ou após a permanência no Parque do Povo, mas não conseguiram afirmar se houve de fato uma agressão com agulha.

Durante o atendimento hospitalar, a equipe médica avalia se a exposição oferece risco de transmissão de doenças infecciosas e, no caso do vírus da Aids, o Hospital de Trauma de Campina Grande fornece medicamentos que devem ser usados em situações de emergência e iniciados em até 72 horas após a agressão por material perfurante, para minimizar ainda mais a chance de ser infectado.

Polícia Civil orienta

O delegado Henry Fábio disse ao Portal Correio que, em caso de ataques como esses, as pessoas dever ir à Central de Polícia para serem ouvidas. Segundo ele, já há um inquérito policial instaurado para esses casos registrados no Parque do Povo. “Uma delas, a que prestou o boletim de ocorrência, conseguiu determinar que a agressão foi com uma agulha e conseguiu indicar as características dos possíveis agressores”.

Conforme o delegado, a empresa Aliança, que é responsável pelo São João de Campina, já disponibilizou as imagens para a polícia. “Com a chegada dessas vitimas aqui, a gente conseguiu determinar o local aproximado. Nós estamos trabalhando em cima dessas informações para filtrar as revistas que ocorrem em número grande demais, de forma a identificar o momento da agressão e os agressores. A gente acredita que pessoas diversas estão cometendo esses tipos de agressões, visando trazer pânico para a população que está frequentando as festividades”.

Henry Fábio adiantou ainda que quem for responsabilizado por fazer ataques com agulhas poderá responder por lesão corporal leve ou até mesmo tentativa de homicídio. “Temos já algumas características e estamos buscando identificar esses possíveis agressores. As forças táticas de segurança estão reunidas visando intensificar a apreensão desses agressores. O Parque do Povo está com um sistema de segurança de policiais à paisana e tem uma segurança privada muito reforçada, então qualquer movimentação a gente pede a população que avise a Polícia Civil pelo telefone 197, de forma anônima e ajude a identificação para prender esses agressores”.

Até a tarde desta quarta-feira (13), o número de pessoas que buscaram atendimento para esse caso no Trauma de Campina chegou a 30. Dessas, seis foram intimidas para dar depoimento sobre as agressões, mas até o fechamento desta matéria, apenas duas compareceram. Segundo a Secretaria de Segurança da Paraíba, uma dessas pessoas afirmou ter sido atacada no dia 3 de junho, enquanto estava numa festa ocorrida em outra região de Campina, não no Parque do Povo.

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