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Motta cita autor de livro que inspirou ‘Tropa de Elite’ para defender PL Antifacção

Presidente da Câmara rebateu críticas feitas por Lula e Haddad ao texto; Senado se prepara para analisar proposta
Hugo Motta
(Vinicius Loures / Câmara dos Deputados)

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), utilizou as redes sociais, nesta sexta-feira (21), para defender pelo segundo dia consecutivo o PL Antifacção, proposta que altera regras de enfrentamento a organizações criminosas. O parlamentar rebateu críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao texto aprovado pela Câmara.

Motta voltou a compartilhar um vídeo do ex-capitão do Bope Rodrigo Pimentel, coautor do livro “Elite da Tropa”, obra que inspirou o filme “Tropa de Elite”. Ele apresentou Pimentel como especialista que esclarece pontos contestados pelo governo.

Sem citar Lula, o deputado afirmou que há “muita gente tentando distorcer os avanços do Marco Legal de Combate ao Crime Organizado” e questionou o interesse em “enfraquecer uma legislação que endurece contra criminosos”.

Ele agradeceu “aos milhões de brasileiros que apoiam esta medida” e a Pimentel pelos “esclarecimentos importantes”.

Há muita gente tentando distorcer os avanços do Marco Legal de Combate ao Crime Organizado. Falsas narrativas sempre levantam uma pergunta: por que alguém teria interesse em enfraquecer uma legislação que endurece contra criminosos?

Agradeço aos milhões de brasileiros que apoiam… pic.twitter.com/4RIfZkMN3D— Hugo Motta (@HugoMottaPB) November 21, 2025

No vídeo, Pimentel rebate a declaração de Haddad sobre possível redução de recursos destinados à Polícia Federal com a redistribuição de bens apreendidos. Segundo ele, a fatia atual destinada ao Fundo Nacional de Segurança Pública é “muito pequena”, o que, na avaliação dele, afastaria prejuízo financeiro.

As manifestações de Motta ocorrem após Lula afirmar que o texto aprovado “enfraquece o combate ao crime e gera insegurança jurídica”. Uma das críticas dos governistas é que o texto aprovado pelos parlamentares descapitaliza a Polícia Federal, prejudicando as investigações do órgão.

Haddad também disse que a proposta “facilita a vida dos líderes do crime organizado” e fragiliza operações federais.

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