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MP pede afastamento e bloqueio de bens de delegado e investigadores da Polícia Civil da Paraíba

Trio é investigado por enriquecimento ilícito ao se apropriar de entorpecentes apreendidos pela corporação e depois revendê-los.
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Foto: reprodução/TV Correio

O Ministério Pública da Paraíba (MPPB) pediu o afastamento imediato das funções, além do bloqueio de bens, do delegado Braz Morroni e dos investigadores Everton Rychelyson da Silva Aires e Eduardo Jorge Ferreira do Egito. Os três são investigados por crimes de enriquecimento ilícito ao se apropriar de entorpecentes apreendidos pela corporação e depois revendê-los.

Na ação de improbidade administrativa aberta pelo MPPB, o órgão alega que a indisponibilidade de bens é necessária para a “integral recomposição do erário e o ressarcimento do acréscimo patrimonial decorrente da prática ilícita”.

O delegado e os investigadores são lotados na Delegacia de Crimes contra o Patrimônio e agiam, segundo o MPPB, se valendo da condição de policiais civis para se apropriar de entorpecentes apreendidos pela corporação e subtrair drogas pertencentes a terceiros, simulando ações policiais para, posteriormente, revendê-las de forma ilícita. Com isso, teriam obtido vantagens econômicas para si e para uma organização criminosa com a qual manteriam vínculo. A investigação cita que essas ações ocorreram entre 2024 e este ano.

Para o Ministério Público, o afastamento imediato dos servidores é indispensável para assegurar a regular instrução processual e prevenir a prática de novos crimes.

Na ação, o MPPB também pede a condenação dos investigados pela prática de atos de improbidade administrativa, com a perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, a perda da função pública, a suspensão dos direitos políticos por até 14 anos, o pagamento de multa civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial e a proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, pelo prazo de até 14 anos.

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