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MP pede que CG ajuste dados sobre coronavírus para evitar duplicidade

O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público da Paraíba (MPPB) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) recomendaram ao Município de Campina Grande que adote, até esta quarta (1º), providências para filtrar a base de dados de casos confirmados de Covid-19 registrados no município, com a devida identificação e exclusão de todos os casos em duplicidade.

A recomendação feita nessa segunda-feira (29) estabelece prazo de 24 horas para o município informar se acata ou não as medidas recomendadas.

Os órgãos ministeriais também recomendaram ao Município a continuidade das medidas, como a alimentação diária nos sistemas federais e o cruzamento, também diário, dos dados, para identificação de inconsistências, a fim de excluir as duplicidades dos registros, visando não gerar um volume de dados incorretos.

A recomendação foi motivada pela inconsistência ocorrida entre os dados dos boletins epidemiológicos emitidos pelo Município e pela Secretaria Estadual de Saúde da Paraíba, tendo nos boletins do dia 28 de junho de 2020, por exemplo, uma diferença de 1 mil casos a mais de Covid-19 em Campina Grande no boletim estadual.

Segundo apurou-se, as inconsistências são possivelmente geradas pelo fato de existirem testagens de uma mesma pessoa em mais de um local, ou por instabilidade da própria ferramenta, sendo dever do município a filtragem na base de dados para excluir as duplicidades.

Em reunião ocorrida em 25 de junho entre os três ramos do Ministério Público e as secretarias estadual e municipal de Saúde, o secretário estadual Geraldo Medeiros informou que o Estado é mero repassador do banco de dados alimentado pelo município.

Na reunião, o Município assumiu o compromisso de filtrar a base de dados, sanando as duplicidades do sistema. No entanto, apesar desse encaminhamento, os boletins (estadual e municipal) de 28 de junho não apresentaram alinhamento dos dados, mas, ao contrário, o boletim estadual registrou 1.061 casos confirmados a mais em Campina Grande.

Os Ministérios Públicos consideram que o registro imediato dos casos de Síndrome Gripal (SG) auxilia a gestão no monitoramento e na análise da situação epidemiológica da transmissão da covid-19, bem como nas ações de suporte da capacidade hospitalar instalada no município, nos serviços de referência da rede e na tomada de decisão acerca das medidas locais de isolamento social, inclusive interferindo na classificação da bandeira estabelecida pelo Plano ‘Novo Normal Paraíba’ de retomada das atividades.

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