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MPPB aciona Estado na Justiça pedindo plano para fim de vazamentos no Arlinda Marques

Em ação civil pública, MPPB determinou a apresentação, no prazo de 72 horas, de um plano de ação a ser implementado na unidade de saúde
Arlinda Marques, Hospital
Hospital Arlinda Marques (Foto: Vanivaldo Ferreira/Divulgação/Secom-PB)

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou, nesta sexta-feira (10), uma ação civil pública contra o Estado da Paraíba, determinando a apresentação, no prazo de 72 horas, de um plano de ação a ser implementado no Hospital Infantil Arlinda Marques, em João Pessoa, para garantir a segurança dos pacientes e dos profissionais de saúde.

Em maio, a unidade de saúde registrou três vazamentos de gás. Após uma análise, técnicos da Universidade Federal da Paraíba concluíram que o gás amônia foi responsável pela intoxicação dos pacientes e suspensão dos atendimentos no hospital.

Segundo a promotora de Justiça Jovana Tabosa, o plano de ação a ser apresentado judicialmente pelo Governo do Estado deve contemplar a manutenção periódica das fossas e galerias no entorno da edificação para evitar entupimentos; a instalação de tubulação de alívio de pressão para as caixas de esgoto e pluviais e a substituição do equipamento utilizada na saída do esgoto.

Essas medidas foram recomendadas pelos técnicos do Departamento de Química da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que realizaram perícia no hospital para identificar o gás vazado e os motivos desse vazamento.

A Promotoria de Justiça destacou que a ação foi ajuizada devido à preocupação com as consequências dessa substância para a saúde dos pacientes e profissionais de saúde do hospital.

”Quando inalado, o gás amônia NH³ pode causar tosse, chiado no peito, falta de ar, asfixiar e queimar as vias aéreas superiores, sendo uma substância tóxica e que pode levar a óbito. Os efeitos da inalação desse gás podem ser fatais, especialmente se constatados dentro de uma instituição hospitalar referência no atendimento de crianças, em área de internação semi-intensiva e que ainda não dispõe de uma equipe de controle de pânico (brigada de incêndio) treinada para situações de esvaziamento em caráter de urgência, conforme apontou o Corpo de Bombeiros Militar, no Termo de Inspeção do dia 12 de maio”, argumentou Tabosa.

Até a publicação desta matéria, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) não havia respondido o contato da reportagem do Portal Correio.

Palavras Chave

João PessoaJustiça

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