
O candidato a prefeito de João Pessoa pelo Partido da Causa Operária (PCO), Camilo Duarte, afirmou durante entrevista ao programa Correio Debate, da Rádio Correio 98 FM (Rede Correio Sat) que seu partido corre o risco de se tornar ilegal e está sendo perseguido por conta de posicionamentos a favor dos palestinos.
Camilo também relatou as dificuldades de realizar campanha, já que o PCO está impedido de receber o fundo eleitoral – segundo ele, o partido teria direito a R$ 3 milhões – e fez uma crítica a distribuição de recursos, que para ele é desproporcional.
“O fundo eleitoral é desigual desde o início. Se o PCO recebesse, receberia R$ 3 milhões. O PL recebeu R$ 880 milhões, quase 300 vezes mais. Não dá para comparar, não é equitativo, não é democrático”.
Ele também comentou o bloqueio do fundo eleitoral feito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Esse argumento foi usado em 2020 e 2022, mas o próprio Alexandre de Moraes falou que se as contas são anteriores a 2019, esse argumento não é válido, não pode fazer uma lei retroagir.
Ele também explicou o posicionamento político do partido, que segundo ele, defende os “direitos democráticos”. Para ele, tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quanto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) são perseguidos.
“Não defendemos a democracia, defendemos os direitos democráticos, que são coisas distintas. A gente acredita que, independente de quem seja, os direitos democráticos devem ser respeitados, seja da esquerda, ou da direita. Isso nos rendeu uma situação delicada, pois estamos com um processo de cassação do partido”, disse Camilo.