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Número de filiadas cresce, mas elas continuam com pouco espaço e só ocupam 12,32% dos cargos eletivos

Na Paraíba, parlamentares femininas, como as deputadas estaduais Camila Toscano (PSDB) e Rafaela Camaraense (PSB), defendem uma maior participação no processo eleitoral deste ano
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Urna eletrônica (Foto: Abdias Pinheiro/TSE)

Apesar de representarem uma fatia significativa dos filiados a partidos políticos, 47,72% do total – no último pleito eram 44% -, as mulheres são minoria entre os postulantes a um cargo eletivo. Em 2018, elas representavam apenas 32% das candidaturas deferidas, conforme os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). São também maioria do eleitorado (53%), mas ocupam apenas 12,32% dos 70 mil cargos eletivos, segundo o Mapa da Política, elaborado pela Procuradoria da Mulher no Senado.

Na Paraíba, parlamentares femininas, como as deputadas estaduais Camila Toscano (PSDB) e Rafaela Camaraense (PSB), defendem uma maior participação no processo eleitoral deste ano, mas entendem que fatores como machismo, falta de uma rede de apoio e a violência política de gênero as afastam das disputas eleitorais. A ONU aponta que 82% das mulheres em espaços políticos no Brasil sofreram violência psicológica.
 
Para Camila, que é pré-candidata a deputada estadual, apesar do aumento no número de filiadas é necessário que as mulheres se candidatem e disputem um cargo eletivo.

“Sabemos que ainda não é fácil para a mulher estar na política, mas precisamos mudar essa realidade. Demos um passo importante que foi o aumento do número de mulheres filiadas a partidos políticos, mas precisamos de mais. Precisamos de incentivos e, sobretudo de respeito. A violência política de gênero precisa ser combatida e só teremos sucesso com a presença de mais mulheres na vida pública, ocupando espaços de poder”, destacou.

A deputada estadual e pré-candidata a deputada federal, Rafaela Camaraense, defende mais abertura e apoio dos partidos para as candidaturas femininas.

“Os partidos são fundamentais nesse processo de recrutamento e encorajamento das candidaturas femininas, sobretudo da juventude. Sabemos que não é fácil estar na vida pública, mas é essencial que nós mulheres comecemos a mudar essa realidade no Brasil. Todos sabem que a visão feminina para diversos temas tem mudado a realidade de muita gente. Dados mostram, por exemplo, que municípios administrados por mulheres são mais bem sucedidos em diversas áreas. É isso que precisamos observar e encorajar cada vez mais mulheres a ingressar na política”, disse.
 
Os dados do TSE mostram que nas eleições de 2018 foram eleitas apenas 290 mulheres (16%) para algum dos 1.790 postos eletivos, entre Congresso, Assembleias, governos estaduais e Presidência da República. Essas estatísticas mostram que a presença feminina na vida partidária ainda está longe da igualdade desejada.
 
Segundo a ONU Mulheres, 82% das mulheres em espaços políticos no Brasil sofreram violência psicológica; 45% sofreram ameaças; 25% sofreram violência física no espaço parlamentar; 20%, assédio sexual; e 40% afirmaram que a violência atrapalhou a sua agenda legislativa.

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