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Operação policial investiga desvios de mais de R$ 1 bilhão

A Operação Calvário, realizada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ-Gaecc) em parceria com o Ministério Público da Paraíba (MPPB-Gaeco) e o Ministério Público de Goiás (MPGO-Gaeco), cumpriu mandado de prisão em João Pessoa, como parte de uma investigação sobre desvios na filiada do Rio Grande do Sul da Cruz Vermelha.

Mais de R$ 1 bilhão

Conforme apurado nas investigações, uma organização criminosa infiltrada na Cruz Vermelha Brasileira era comandada pelo empresário Daniel Gomes da Silva, que já possui condenação criminal em primeira instância pelo crime de peculato, em razão de sua empresa ter sido contratada por valores superfaturados para o serviço de manutenção de ambulâncias à Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro.

Operando sob a denominação e o CNPJ destas entidades não governamentais, a organização criminosa comandada por Daniel obteve acesso a mais de R$ 1,1 bilhão de reais em recursos públicos, para a gestão de unidades de saúde em outras unidades da Federação.

Recursos públicos e privados

Além de desviar recursos públicos, a organização criminosa ainda se apropriou indevidamente de recursos privados que haviam sido confiados à Cruz Vermelha Brasileira, por uma empresa multinacional, para gestão de projeto de recuperação de acidente ambiental ocorrido no Município de Barcarena, no Estado do Pará.

Por intermédio desses mecanismos, foram desviados milhões em recursos públicos da saúde, no período entre julho de 2011 e a presente data, sendo certo que tal estimativa é muito inferior ao valor real do dano causado ao patrimônio público, dado que somente foram computadas as despesas da filiada da Cruz Vermelha do Rio Grande do Sul com uma pequena parcela de fornecedores que prestam serviços em unidades de saúde do Município e do Estado do Rio de Janeiro. Ou seja, os desvios de recursos públicos decorrentes da atuação da organização criminosa no Estado da Paraíba, não foram relatados.

Outras instituições

Além da Cruz Vermelha Nacional e sua filiada no Rio Grande do Sul, a operação investiga fraudes e desvios em outras instituições como a filial da Cruz Vermelha em Sergipe e o Instituto de Psicologia Clínica, Educacional e Profissional (IPCEP).

 

Comentários

Nira oliveira disse:

Fico indignada quando vocês da imprensa chamam ladrões dos cofres públicos de empresário. O nome é: LADRÃO

Célio Costa de Carvalho disse:

ISTO E O RESULTADO DE FAZER CONTRATAÇÕES SEM LICITAÇÕES COM RECURSOS PÚBLICOS. O BRASIL JÁ ESTÁ MUDANDO, SE PREPAREM QUE A CAIXA DE PANDORA VAI SER BERTA PAR TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS.

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