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Pandemia: cuidados básicos continuam recomendados

OMS recomenda instalações para lavagens das mãos para evitar doenças

Neste mês do Dia Mundial da Higiene das Mãos (5), é inevitável pensar na pandemia da Covid-19 e no quanto hábitos básicos de higiene podem salvar vidas. No Brasil, até hoje mais de 75% da população recebeu duas doses da vacina, algo que deixa as pessoas mais confortáveis em retomar um ciclo de vida fora de casa. Mas os cuidados básicos, como a higienização das mãos e o uso de máscaras, permanecem recomendados por especialistas, em especial, para pessoas mais vulneráveis e principalmente nos serviços de saúde, que recebem pacientes doentes.

Para a médica infectologista e Profa. Ma. Suely Coelho, do curso de Medicina do Unipê, a manutenção permanente de dispositivos com álcool em gel em lugares públicos deve continuar. “A própria OMS recomenda, com base em seus subsídios, e comprova a efetividade do acesso universal às instalações para a higiene das mãos, orientando que sejam fornecidas e instaladas em frente a todos os prédios públicos e centros de transporte, como mercados, lojas, locais de culto, escolas, unidades de saúde e estações de trem ou ônibus”, cita.

Lavar mãos com água e sabão também é outro ponto: a OMS ainda aconselha que instalações de lavagem das mãos estejam disponíveis a menos de cinco metros de todos os banheiros, tanto públicos quanto privados. Mas por que manter esses cuidados? Frequentemente as pessoas tocam o rosto, os alimentos e as superfícies. Dessa forma, as mãos têm um papel expressivo na propagação de doenças, diz Suely.

“Por outro lado, as doenças relacionadas à má higiene das mãos resultam em custos tanto para o sistema de saúde quanto sobre o paciente e sua família, incluindo os custos indiretos como perda de produtividade e renda ou ausência escolar. Diante de tudo isso, podemos concluir que a higiene das mãos é essencial para a saúde e traz significativos benefícios econômicos”, pontua.

Hábitos de segurança geram menos infecções

A médica diz que a própria experiência clínica evidenciou exemplos da eficácia de hábitos como a higiene das mãos e o uso de máscaras durante a pandemia: houve redução global de casos de outras infecções respiratórias.  “O uso de máscara, distanciamento, ensino remoto e redução de viagens internacionais repercutiram globalmente na redução das doenças transmitidas por via respiratória. A higiene das mãos também foi uma das estratégias fundamentais nesse quadro epidemiológico que vivenciamos”, coloca.

“Acerca da redução das síndromes gripais não-covídicas, os dados relativos à distribuição dos vírus respiratórios identificados nas unidades sentinelas de síndrome gripal, por semana epidemiológica, durante o ano de 2020, fornecidos pelo Sisvep-gripe, demonstraram a constatação da redução da circulação dos vírus influenza a partir do início da pandemia da covid-19 no Brasil, em março. Nas sub-regiões das Américas (Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai), o aumento das detecções e positividade de influenza só ocorreu no final de 2021, a partir da semana epidemiológica 46, segundo o Ministério da Saúde e Centros Nacionais de Influenza (NICs) dos estados-membros, por meio das plataformas da OPAS/OMS”, finaliza.

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