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Para curtir o fim de ano, planejar os gastos é essencial

Com o fim de ano próximo, a empolgação aumenta e também os gastos extras, que estão fora daqueles rotineiros. São as festividades de Ano Novo e Natal, férias escolares e do trabalho, além de possíveis viagens de última hora. Para Fernando Wanderley, professor de Ciências Contábeis é possível realizar toda a programação, mas isso requer um planejamento orçamentário e a análise dos recursos financeiros disponíveis (crédito ou dinheiro) – ainda dá tempo de fazer isso.

Para organizar os gastos, o primeiro passo é anotar em uma planilha as receitas e as despesas rotineiras, como as de casa. A partir desse controle de gastos anotados, é possível saber quanto sobrou para as festividades e o lazer do fim de ano. “Com isso, você consegue acompanhar a progressão da sua renda e dos seus gastos”, diz Fernando.

Em novembro, a primeira parcela do 13º salário é paga e passa a entrar no planejamento. No entanto, o professor sinaliza que a quitação de dívidas deve ser a prioridade para que não cresçam e tenham mais juros. Depois disso, é possível aplicá-la para os gastos do início de ano, como matrícula em colégio. “Se ainda sobrar dinheiro do 13º, vale a pena poupar ou, se você achar que merece, usar para o lazer, afinal trabalhamos muito e temos direito”, pondera.

Além do dinheiro, pode-se considerar usar as linhas de crédito, mas tudo deve ser anotado para não haver descontrole. Para Fernando, o cheque especial é uma opção apenas para emergências, como saúde, por ser pré-aprovado e não ter garantia de restituição do dinheiro, com taxas de juros entre 300% e 310% ao ano, conforme o Banco Central.

Por outro lado, é possível comprar no cartão de crédito e projetar os gastos. Contudo, mesmo parcelando ou colocando compras para o vencimento do cartão, as despesas extras devem ser anotadas. “O uso do cartão de crédito requer controle. Você faz a sua compra, bota na planilha o que já comprou parcelado e sabe qual é o seu fluxo de pagamentos futuros”, aponta.

Para aproveitar a Black Friday neste mês, Fernando aconselha comprar apenas o essencial. “Desde que tenhamos uma quantia separada para isso: parte do 13º, se for o caso; ou uma programação no cartão disponível”, frisa.

Na mesma planilha pode-se incluir os gastos de início de ano, como o IPVA, e projetar os meses consecutivos. “Anote quanto vai precisar para o ano seguinte, quanto recebe e gasta, e veja quais são os meses que você vai ter maior desembolso e se terá a receita necessária para cobrir os gastos desses períodos”, recomenda.

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