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Pediatra afirma que vacina é segura, foi testada e reduz risco de casos graves de covid-19 entre crianças

A vacina contra covid-19 para crianças tem gerado dúvidas em relação à eficácia e segurança. A pediatra e infectologista do Sistema Hapvida, Silvia Fonseca, explica que apesar de as crianças, em sua maioria, apresentarem a forma leve da infecção, com o passar dos meses nos últimos dois anos foi registrado um número expressivo de mortes de crianças por covid (1.449 mortes de meninos e meninas de até 11 anos em decorrência do novo coronavírus). Ela destaca que o imunizante é seguro e que antes de ser liberado, passou por testes.

“A pandemia não dá tréguas. Principalmente, com o surgimento periódico de novas variantes muito transmissíveis, nossos pequenos estão em risco de terem covid grave e covid longa. É preciso lembrar que as crianças, mesmo pouco sintomáticas ou assintomáticas, podem transmitir a infecção para pessoas com fatores de risco (por exemplo, avós e bisavós), perpetuando o sofrimento das famílias”, reforça.

Aos responsáveis pelas crianças e que sentem insegurança, Silvia Fonseca reforça que antes das vacinas serem liberadas para crianças, testes rigorosos de segurança foram feitos. “Até agora, estima-se que pelo menos oito milhões de doses foram aplicadas em crianças desta faixa etária entre cinco e 11 anos, com efeitos colaterais brandos e nenhuma morte atribuída à vacina”, explica.

Vacina Infantil – Uma dúvida frequente é se a vacina para crianças é diferente da que é destinada para adultos. A pediatra e infectologista do Sistema Hapvida explica que o imunizante é feito do mesmo modo, ou seja, usando a tecnologia de ‘RNA mensageiro’, que permite que a vacina nunca se transforme em vírus vivo.

“O que diferencia é que a dose é menor, pois o sistema imune das crianças se mostrou muito eficiente para produzir anticorpos (91% de eficácia) mesmo com uma dose muito menor (cerca de 1/3 menor). Para não ter confusão, o frasco é diferente, com tampa de outra cor, e o Ministério da Saúde propõe locais diferentes para a vacinação das crianças, com agulhas apropriadas para o público infantil”, esclarece Silvia Fonseca.

Uso de máscaras – A especialista lembra que o fato de as crianças receberem a dose do imunizante não elimina a utilização da máscara, que é um dos principais itens dessa pandemia, tanto no processo de prevenção quanto de propagação do vírus.

“Assim como com os adultos a máscara deve ser usada por todos, acima de dois anos de idade, pois mesmo vacinadas, as crianças ainda podem ter infecção ainda que leve, mas transmissível. Importante ressaltar que as vacinas protegem contra a doença que leva à hospitalização, necessidade de oxigênio, CTI e morte, mas não impedem completamente as infecções leves. Enquanto o vírus estiver circulando no mundo temos que usar todas as barreiras possíveis: vacina, máscara, distanciamento social e álcool em gel”, orienta.

Fim da covid-19 – A médica afirma que a vacinação é fundamental para o fim da pandemia. “Infelizmente, temos notícias de que os países mais pobres não conseguiram imunizar a maioria da sua população e isso propicia uma grande replicação viral nos não vacinados e a possibilidade de variantes cada vez piores. Quando todos estiverem vacinados a esperança é que sim, que a covid-19 seja apresentada somente em aulas de história”, finaliza.

Mais informações – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos de idade no final do ano passado. Este mês, o órgão incluiu também a Coronavac no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a covid-19 para crianças e adolescentes na faixa etária de seis a 17 anos.

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