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Prática de preços do diesel muda após ameaça de greve

A diretoria executiva da Petrobras aprovou, nessa segunda-feira (25), a alteração na periodicidade de reajuste nos preços do diesel. Ficou determinado que os valores nas refinarias não poderão mudar em períodos inferiores a 15 dias. A medida surge após rumores de que caminhoneiros estariam se mobilizando para uma nova greve nacional. Mensagens compartilhadas entre a categoria convocam a uma paralisação no dia 30 de março. O site InfoMoney divulgou que o governo federal estaria preocupado com essa possibilidade e empenhado para evitar, a qualquer custo, que o movimento ganhe força.

Em comunicado oficial, a Petrobras prometeu continuar a utilizar mecanismos de proteção, como o hedge com o emprego de derivativos, cujo objetivo é preservar a rentabilidade de suas operações de refino. A estatal também diz que vai manter a observância de preços de paridade internacional (PPI), abstendo-se, portanto, de práticas que poderiam caracterizar o exercício de poder de monopólio, já que possui 98% da capacidade de refino do Brasil.

“Finalmente, a Petrobras informa que sua subsidiária Petrobras Distribuidora S.A. (BR) está desenvolvendo para implantação num período estimado em 90 (noventa) dias cartão de pagamentos que viabilizará a compra por caminhoneiros de litros de diesel a preço fixo nos postos com a bandeira BR (Cartão Caminhoneiro).  O Cartão Caminhoneiro servirá como uma opção de proteção da volatilidade de preços, garantindo assim a estabilidade durante a realização de viagens”, diz o texto.

Caminhoneiros da Paraíba são contra paralisação

Ao Portal Correio, o presidente do Sindicato dos Condutores e Empregados em Empresas de Transporte de Combustíveis, Produtos Perigosos e Derivados de Petróleo (Sindconpetro), Emerson Galdino, disse não acreditar na concretização da paralisação do dia 30. “Mesmo que haja, a Paraíba não vai aderir”, garantiu.

Conforme Galdino, caminhoneiros não descartam a ideia de uma nova greve, mas os reajustes do diesel não estão em pauta. “Se houver uma organização de nossa parte, será para reivindicar ajustes salariais e melhores condições de trabalho. Da outra vez, aderimos a essa pauta do aumentos do diesel, mas essa não é uma preocupação agora”, completou o representante.

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