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Primeira fase do Exame de Ordem da OAB acontece este domingo

Advogada dá dicas de como se sair bem nas provas

A primeira fase da prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acontece este domingo (17). Essa avaliação é uma das mais esperadas pelos estudantes de Direito, que se dedicaram cinco anos na graduação. O chamado Exame de Ordem é o primeiro grande desafio profissional de quem escolhe a Advocacia pois garante a licença para atuar na área. Sem o título da Ordem dos Advogados do Brasil, o aluno não se torna advogado. Ao concluir o curso de graduação, ele se torna apenas bacharel em Direito.

A avaliação acontece em duas etapas. A primeira delas é composta por 80 questões, 12 dedicadas ao Estatuto da OAB e ao Código de Ética. Então, para além dos anos em sala de aula, os estudantes precisam se preparar para enfrentar as questões e serem aprovados logo na primeira tentativa. “A preparação deve começar quando o estudante entra na faculdade. Naquele momento, ele já tem que ser diferenciado e não se contentar apenas com o conteúdo passado nas aulas. Ele precisa correr atrás, buscar outras leituras, pesquisar e estudar. Vivemos numa época que é fácil estudar pois encontramos qualquer coisa no Google, temos acesso a livros, vídeo aulas, exercícios… Para o aluno de Direito se preparar pra OAB, ele tem muitas opções”, sugere Brenda valete, advogada e coordenadora do curso de Direito da Pitágoras Eunápolis.

Manter a constância de estudos desde o início da jornada acadêmica é o que define uma boa preparação para o Exame de Ordem da OAB. Estar familiarizado com a linguagem do direito, resolver questões de outras edições do certame e de concursos públicos anteriores contribuem para que o participante tenha melhor desempenho.  “Quando fiz a prova, lembro que, duas semanas antes e na véspera do exame, abri o site da OAB e fui respondendo as questões das edições anteriores. Isso fez com que eu memorizasse até como a banca cobrava as questões. Então, para esses últimos dias, minha dica para o aluno que já estudou e já se preparou, é focar nos exercícios. Focar nas disciplinas com maior pontuação e, assim, conseguir passar na primeira fase”, recomenda a advogada.

Na avaliação, as disciplinas são divididas em três grupos com pesos diferentes. No grupo 1 estão as disciplinas que correspondem a quase 59% do exame e que vale a pena dedicar mais tempo a elas: Ética, Direito Civil, Processo Civil, Direito Penal, Processo Penal, Direito Constitucional e Direito Administrativo. No grupo 2 estão as disciplinas com peso médio, entre elas Direito do Trabalho, Processo do Trabalho, Direito Empresarial e Tributário. Já o grupo 3 é composto por Filosofia, Direitos Humanos, do Consumidor e Ambiental, Estatuto da Criança do Adolescente (ECA) e Direito Internacional, correspondendo a 15 % da prova. Entender essa distribuição de disciplinas é fundamental para desenvolver estratégias de estudo.

Por isso, é importante que o estudante tenha domínio de todas as disciplinas para conseguir se sair bem, alcançar uma boa pontuação e, consequentemente, o êxito na aprovação na primeira fase.

Como a pressão pelo bom resultado no exame e o nervosismo são obstáculos nesse momento importante, a especialista recomenda que os candidatos preparem, não somente o intelecto, mas também o físico.  “É um momento de tensão… No dia que antecede a avaliação, o participante precisa relaxar, ver televisão, ir ao cinema, beber bastante água, dormir, pelo menos, oito horas, ter fé e estar confiante”, aconselha, lembrando que a segunda fase do exame já tem data marcada e acontece no dia 12 de dezembro. Diferente da primeira fase, a segunda é uma avaliação discursiva que exige do candidato um embasamento teórico aprofundado. “É importante o aluno escolher uma disciplina que tenha afinidade para fazer a prova.  O aluno escolhe uma dentre as 7 áreas do direito (Tributário, Administrativo, Constitucional, Trabalho, Civil, Penal ou Empresarial). A prova vale 10 pontos, é formada por 4 questões abertas e uma peça processual. A pontuação mínima para aprovação são seis pontos”, conclui.

Comentários

José disse:

Prezados, com todo respeito à OAB, entendo que o exame da ordem seja necessário sim, mas exclusivamente para controle de qualidade das instituições que formam os bacharéis. Qualquer outra explicação acaba esbarrando, inclusive, na autoridade do Ministério da Educação, que autoriza as instituições a ministrarem o curso de direito. A instituição aprova depois de muitas provas, o Ministério da Educação oficializa o diploma e a OAB, por uma prova, diz que não. Será que a OAB não estaria se colocando acima do Executivo? Sem contar que, em um país com mais de 14 milhões de desempregados, é um ato totalmente desalinhado com as necessidades sócio econômicas do país. Podem ter certeza que o filtro contra os maus profissionais será feito pela própria sociedade.Att.

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