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Professores da rede municipal de Campina Grande suspendem greve

Sindicato afirmou que tomou decisão após ser notificado judicialmente para suspender movimentoe vai aguardar uma proposta de reajuste pela Prefeitura
Nesta sexta (17), categoria fez manifestação nas ruas de Campina Grande (Foto: Divulgação)

O Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste da Borborema (Sintab) suspenderam a greve de professores da rede municipal de ensino de Campina Grande. A decisão ocorreu durante um ato público organizado pela categoria nesta sexta-feira (17). A greve havia sido iniciada no dia 7 de março.

Em nota divulgada nas redes sociais, o sindicato afirmou que tomou a decisão após ser notificado judicialmente para suspender o movimento grevista e vai aguardar uma proposta de reajuste pela Prefeitura, que será avaliada em assembleia marcada para o dia 28 de março.

O Sintab também informou na nota que o MP será notificado da suspensão ainda nesta sexta (17) e acusou a Secretaria de Educação (Seduc) de não cumprir o acordo firmado na Promotoria de Educação de enviar a Folha de Pagamento da pasta discriminando os efetivos, comissionados e prestadores de serviço.

Até a publicação desta matéria, a Prefeitura de Campina Grande (PMCG) não havia se posicionado sobre uma possível proposta salarial à categoria.

Entenda o caso

Os professores iniciaram a greve após terem uma audiência com a Prefeitura de Campina Grande, no dia 6 de março, na qual a gestão municipal sugeriu um aumento de 10%.

Segundo a entidade sindical, a Prefeitura deveria cumprir a Lei do Piso (11.738/08) e aplicar um acréscimo de 14,95% nos salários dos professores para o ano letivo de 2023.

No dia 9 de março, o desembargador José Mario Porto, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), acatou um pedido da Prefeitura de Campina Grande e determinou a suspensão da greve, sob sob pena de multa diária de R$ 10 mil para o Sintab.

Na ação, a PMCG alegou que, além de atualmente inexistir base legal para o reajuste exigido pelo sindicato, não há disponibilidade orçamentária, visto que a Lei Orçamentária Anual de 2023 não contemplou o reajuste, nem o governo federal se dispôs a complementar a verba para atender à reinvindicação do sindicato.

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