
O diretório estadual do PSOL na Paraíba apresentou uma notícia-crime para a Justiça Federal, pedindo ao Ministério Público Federal (MPF) que apure declarações consideradas discriminatórias feitas pela vereadora de João Pessoa, Eliza Virgínia (PP), contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).
Nessa quinta-feira (12), Eliza fez um discurso na Assembleia Legislativa questionando a escolha da deputada para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, algo que ela considerou como um “erro”.
Colocar a Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres para Erika Hilton, com todo respeito, é a mesma coisa que colocar um analfabeto para dirigir a secretaria da Educação. Mulher trans não é igual a mulher. Eu defendo o direito de ser chamada de mulher”, disse a vereadora.
No documento apresentado à Justiça, o PSOL aponta que as declarações configuram discurso discriminatório contra pessoas trans e que o Supremo Tribunal Federal (STF), em alguns casos, já equiparou homofobia e transfobia ao crime de racismo.
Erika Hilton foi eleita para a Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres na última quarta-feira (11), por 11 votos a favor contra 10 em branco, e se tornou a primeira mulher trans a comandar o colegiado.
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