Coletiva de imprensa apresentou detalhes da Operação Xeque-Mate (Foto: Alexandre Freire/Portal Correio)

Renúncia de ex-prefeito de Cabedelo teria sido 'comprada', diz procurador

Quebra em sigilo telefônicos expôs a existência de um esquema de corrupção em Cabedelo, segundo Seráphico da Nóbrega

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O procurador-geral de Justiça Seráphico da Nóbrega contou, em coletiva de imprensa  nesta terça-feira (3), que as investigações relativas à Operação Xeque-Mate foram feitas por meio de interceptações telefônicas. A quebra no sigilo expôs a existência de um esquema responsável por desvio de recursos, doação irregular de terrenos e possível ocultação de bens de alguns políticos. Também é possível que a renúncia do ex-prefeito, Luceninha, tenha sido “comprada” pela atual gestão.

Cerca de R$ 5 milhões teriam sido pagos a Luceninha, que será investigado. Na Operação Xeque-Mate, R$ 300 mil foram apreendidos e a estimativa da Justiça é de que pelo menos R$ 30 milhões tenham sido desviados dos cofres públicos.

Leia também: Vídeos mostram chegada de políticos presos à sede da PF

Foram presos na Operação Xeque-Mate: o prefeito de Cabedelo, Leto Viana; o presidente da Câmara Municipal, Lúcio José; os vereadores Jacqueline Monteiro, esposa do prefeito, Tércio Dornelas, Júnior Datele e Antônio do Vale; uma prima de Leto, Leila Viana, que atua na Secretaria de Finanças do Município; Inaldo Figueiredo, da comissão que analisa imóveis que podem ser comprados pela prefeitura; Marcos Antônio Silva dos Santos; Gleuryston Vasconcelos Bezerra Filho; e Adeildo Bezerra Duarte.

A Polícia Federal informou que investigações comprovaram a participação das principais autoridades públicas do município em esquema que teria os ajudado a conquistar patrimônios muito acima do condizente com suas rendas. “Somente na aquisição de imóveis nos últimos cinco anos, verificou-se que um agente político envolvido no esquema movimentou mais de R$ 10 milhões à margem do sistema financeiro oficial”, divulgou a PF.

Também foram detectados funcionários fantasmas da prefeitura e da Câmara Municipal que recebiam salários de até R$ 20.000 e entregavam a maior parte para as autoridades locais, ficando de fato com valores residuais. As investigações ainda constataram doações fraudulentas de imóveis do patrimônio público municipal, bem localizados e de alto valor, para empresários locais sem que houvesse critérios objetivos para a escolha do beneficiado.

Os envolvidos responderão por formação de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e fraude licitatória. O prefeito responderá ainda por crime de responsabilidade de prefeito. O MPPB e a PF disponibilizam o endereço eletrônico http://xequemate.mppb.mp.br para denúncias relativas à investigação.

A Polícia Federal divulgou que a justiça decretou o afastamento cautelar do cargo de 85 servidores públicos, entre eles o prefeito e o vice-prefeito de Cabedelo e o presidente da Câmara Municipal.

COMENTÁRIOS

  1. Avante GAECO!!!
    Já foi pro saco perfeita do Conde, prefeito de Bayeux e de Cabedelo,e ex prefeito de Santa Rita.
    Ainda falta outros.
    Fica esperto, Luciano Cartaxo!

  2. A polícia federal esta de parabéns falta ir na minha cidade onde eu moro Santa Rita PB ali é demais mais tenho certeza que a polícia federal já tá de olho

  3. Um grande serviço , em prol da sociedade, mais infelizmente o SUPREMO, amanha vai coloca tudo a perde, uma pena mesmo, ESPERANÇA ESTA NO EXERCITO, onde vocês estão, os poderes estão comprometidos, no BRASIL.

  4. Ele retirou vários benefícios de funcionários efetivos, que não podia retirar pois já estava incorporado mais vereadores comprados aprovavam com datas retroativa.

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