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Ronco é fator de risco cardiovascular, alerta especialista

Desordem causada no órgão ainda pode desenvolver outras doenças relacionadas ao sistema cardiovascular. Diagnóstico pode ser dado em atendimento médico
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Imagem de WOKANDAPIX por Pixabay

O barulho de um ronco pode variar entre 50 e 100 decibéis. Mas, para além do ruído, a gravidade que pode estar escondida por trás disso chama a atenção. É que a apneia obstrutiva do sono é fator de risco para o sistema cardiovascular.

O ronco é causado pela vibração dos tecidos da faringe quando o ar passa por essa região. O cardiologista Valério Vasconcelos informou que existe uma relação entre a apneia do sono e a saúde do coração, já que esse distúrbio provoca paradas respiratórios durante o sono.

“Apneia significa parada de respiração. A apneia do sono é o distúrbio no qual o indivíduo sofre breves e repetidas interrupções da respiração enquanto dorme. Assim, a pressão arterial e a frequência cardíaca aumentam, além dos vasos ficarem mais estreitos por conta da baixa oxigenação no sangue”, disse.

O especialista explica que, ao passo que os episódios se tornam mais frequentes, mais é exigido do coração nos batimentos cardíacos. Essa desordem causada no órgão ainda pode desenvolver outras doenças relacionadas ao sistema cardiovascular, como aterosclerose, hipertensão arterial, infarto e insuficiência cardíaca.

“Casos mais severos e que não são tratados podem resultar na morte do indivíduo. Pacientes com mais de 30 pausas respiratórias por hora têm índice alto de mortalidade. No Brasil, os números apontam um risco de 32% em um período de nove anos. A morte da pessoa com apneia pode ser causada por um infarto ou por uma arritmia agudos”, explicou o especialista.

O médico recomendou que todas as pessoas que roncam devem procurar atendimento médico para poder ter um diagnóstico. Em caso de apneia do sono grave, um cardiologista deve ser consultado.

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