
O processo de impeachment contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) segue regras definidas pela Constituição e pela Lei do Impeachment.
Qualquer cidadão pode denunciar um ministro por crime de responsabilidade, como abuso de poder ou violação de direitos constitucionais. Entretanto, em 134 anos de história do STF, nunca houve afastamento de um ministro.
Segundo a Constituição, cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF quanto a crimes de responsabilidade. Atualmente, existem 58 pedidos de impeachment de ministros em tramitação na Casa.
O primeiro passo para o processo de impeachment de um ministro é a apresentação de uma denúncia ao Senado, acompanhada de documentos ou provas. As etapas seguintes são:
Os crimes de responsabilidade pelos quais os ministros do STF podem responder são:
Além da perda do cargo, outra punição prevista é a inabilitação, de até cinco anos, para o exercício de qualquer função pública.
Até o momento, nenhum pedido de impeachment chegou a ser lido por um presidente do Senado em plenário para dar início ao trâmite do processo.
Em 2021, contudo, pela primeira vez, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), então presidente do Senado, rejeitou um pedido para depôr o ministro Alexandre de Moraes.
A solicitação foi feita pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL). Em seu parecer, Pacheco disse que o pedido não reunia os requisitos legais.
Na semana passada, os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES) protocolaram um pedido de impeachment contra o ministro Gilmar Mendes por “conflitos de interesse”.
No documento, entre outras questões, os parlamentares alegam suposto “conflito de interesse” nos contratos firmados entre o IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), faculdade fundada pelo ministro, e a CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
Atualmente, o IDP é presidido pelo filho de Gilmar, Francisco Schertel Mendes. No pedido, os senadores apontam que o ministro deveria ter se declarado suspeito para julgar uma ação no STF protocolada pelo PCdoB, que tratava sobre a recondução de Ednaldo Rodrigues ao posto de presidente da CBF.
Os senadores dizem que Gilmar atuou no caso “mesmo tendo a instituição de ensino do qual é sócio com outros familiares assinado, meses antes, contrato milionário com a própria CBF, ainda sob administração de Ednaldo”.
Os parlamentares ainda mencionam outros três pontos para solicitar o impeachment de Gilmar, como:
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