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Segurança traça combate a crimes contra LGBTQI+; veja medidas

Um dia após a Secretária de Segurança discutir formas de combater os ataques a bancos na Paraíba, a cúpula que compõe a pasta se reuniu novamente nesta quinta (24), dessa vez para tartar sobre o enfrentamento dos crimes contra pessoas LGBTQI+.

Segundo dados levantados pela Segurança, nove mortes LGBTQI+ foram registradas na Paraíba entre 2011 e 2017. Na reunião, foi debatida a importância dos registros das violências contra LGBTQI+ no estado para reduzir as subnotificações e traçar um plano de combate aos crimes praticados contra eles.

A preocupação se dá porque, de acordo com os dados do Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop), o número de solicitações é muito grande, principalmente feitas por travestis, mas nem sempre as vítimas procuram a delegacia.

Medidas

Ficou estabelecido que todas as ocorrências registradas no Ciop de violência contra LGBTQI+ serão encaminhadas para a Delegacia De Crimes Raciais E Delitos De Intolerância (Decradi).

A Polícia Militar também assumiu o compromisso de aprimorar a capacitação das guarnições para as abordagens humanizadas. O mesmo irá acontecer com os policiais civis que trabalham nos registros das ocorrências. Também será reforçado o policiamento na Praça da Paz, onde, de acordo com Suellen Sulamita, integrantes do Dandara FCLGBTQ são vitimas de violência.

“Além deste conjunto de ações, ainda vamos oficializar a PM e ao Hospital de Trauma para comunicar a entrada de vítimas de violência”, disse o delegado Marcelo Falcone.

Reunião

A reunião ocorreu na Central de Polícia, no Geisel, em João Pessoa com representações da Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (Sesds), Polícia Militar, Polícia Civil e instituições que representam o movimento. Foram ouvidas reivindicações e discutidas estratégias para prevenir crimes contra essa população.

Participaram o superintendente da 1ª Delegacia Seccional da Polícia Civil, Alberto Jorge Diniz e Silva, do superintendente da 2ª Delegacia Seccional de Polícia Civil, Alberto do Egito Souza, do delegado da Especializada de Crimes Homofóbicos, Étnicos-Raciais e de Delitos de Intolerância Religiosa (Dechradi), Marcelo Falcone, do capitão da Polícia Militar, Fabio Junior de Melo Freitas, representantes dos Movimentos Trans, Karina Espínola Guedes, Dandara FCLGBTQ, Suellen Sulamita Gentil de Oliveira, Petris-Homem Trans, Michel Batista Silva , Movimento LGBT, Hugo Raffael Andrade e Maria Quitéria, Ângela Chaves.

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