Suspeito estava sendo encaminhado para realizar o corpo de delito quando houve confusão com parentes da vítima (Foto: Chico Martins/ Jornal Correio)

Suplente de vereador pode ter sido morto por engano

Ainda na Central de Polícia, família da vítima confrontou suspeito fisicamente

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O suplente de vereador de Campina Grande, Anderson Maravilha, pode ter sido morto por engano, conforme disse a delegada responsável pela Operação Vicarius, Ellen Maria, em uma coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira (17). Foram relatadas as primeiras informações sobre as prisões dos dois suspeitos do assassinato da vítima.

A delegada enfatizou que Anderson não foi morto por motivos políticos e as investigações, em um primeiro momento, apontam para morte por engano, já que a vítima não estava só no local do ocorrido. Os disparos poderiam ter se dado para outra pessoa, mas as investigações serão aprofundadas para se chegar a uma conclusão.

Ainda de acordo com a delegada, Everton Rodrigo, o suspeito relacionado aos disparos que tiraram a vida de Anderson, tem três mandados de prisão, Damião Justino, suspeito de acobertá-lo, é foragido do Rio Grande do Norte, ambos vinham fugindo de abordagens da polícia  nos últimos meses.

Desde o dia dez de abril a Delegacia de Homicídios e o Núcleo de Inteligência da Polícia Civil da cidade têm trabalhado em conjunto para dar um desfecho para este caso, que segundo a delegada, “intrigou a polícia”. Ela relatou à imprensa que Anderson era uma pessoa muito querida. “Como pobre, ajudava outros pobres”.

Os suspeitos foram pegos no início da manhã desta sexta (17). O pai de Everton teria ido busca-los para uma possível fuga, quando a polícia, que estava à espreita, realizou os mandados de prisão. Conforme a delegada, Everton nega o suposto assassinato.

Além dessas duas prisões também é investiga a participação de uma adolescente nesse crime, já que, segundo testemunhas, uma mulher e uma criança de colo estariam com Everton no momento dos disparos.

A delegada relatou que Everton deverá passar pela audiência de custódia e que o resultado das investigações pode se dar dentro de 30 dias.

Veja abaixo o momento em que Everton foi encaminhado para fazer o exame de corpo de delito, quando a família da vítima avançou sobre ele.

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